Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 16/12/2020
“Por que não salvamos o planeta enquanto tínhamos tempo?”. A frase do documentário “A Era da Estupidez”, de Franny Armstrond, reflete o ano hipotético de 2055, quando a terra está assolada de catástrofes naturais, oriundas das alterações climáticas. Ao se focar no momento atual, o alerta do documentário se alinha ao Brasil, uma vez que o comprometimento do desenvolvimento sustentavél caminha ao lado do descarte inadequada do lixo. Ora, uma imagem de omissão e desleixo que apadrinha o futuro.
Na proa dessa reflexão reside a leniência do Estado com essa temática. Na ótica de Platão, “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Sob esse viés, quando imagens de esgostos entupidos por excesso de lixo, o recrudescimento do despejo impróprio de tal produto e, sobretudo, morte de animais aquáticos por ingerir esse lixo se tornam comuns, é indicativo para se exigir uma ação mais urgente das autoridades, pois a “parte ignorada” em prol de discursos econômicos, constitue a mais significativa para a extinção de seres vivos e do planeta. Logo, mostra-se um Poder Público ineficiente nessas conjunturas.
Por sua vez, outro vetor é o papel apático da família nessa área. De acordo com Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de ser e agir, dotada de coercitividade, generalidade e exterioridade. Nessa perspectiva, percebe-se que a má gestão dessa mazela pode ser encaixada na teoria do sociológo, na qual se uma criança reside em uma família com comportamento inadequado de despejo de lixo, tende a adotá-lo por conta da convivência, assim, a carência de indivíduos conscientes funciona como base desse descaso. Nesse sentindo, é fulcral que a parentela reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto que, nessa problemática, o governo deve intensificar a atuação de Ongs de enfrentamento, por meio de investimentos em estruturas e ampliação de mais agentes em locais distantes, a fim de barrar o percusso de todo o caos da poluição. Ademais, o ambiente familiar precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa esfera, por intermédio de documentários inseridos nessa causa e, por extensão, palestras educativas, com o intuito de fomentar a consciência coletiva, sob pena que “A Era da Estupidez” não é tão somente uma obra de ficção.