Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

Enviada em 25/01/2021

Dengue, mau cheiro, poluição das águas e do ar. Diversas são as consequências da crescente geração de lixo e da inadequada destinação de resíduos sólidos nos grandes centros urbanos. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a coleta de resíduos e o papel dos cidadãos, dificultando, a universalização de soluções eficazes para os municípios brasileiros.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer que o panorama supracitado tem um entrave cultural, visto que, de modo geral, as pessoas só querem se ver livres do material que não lhes é mais útil. Tal atitude gera um cenário em que são despojados materiais em terrenos baldios e, com isso, gera-se um ambiente propício a proliferação de vetores de doenças como o aedes aegypti da dengue, e mau cheiro. Verifica-se ainda, a queima e o descarte de lixo nos cursos d’agua, contribuindo para o aumento da poluição do ar e das águas. Além disso, muitos municípios utilizam veículos coletores de lixo que misturam todo o lixo encaminhando para um aterro sanitário ou ainda lixões a céu aberto, essa medida apresenta consequências negativas para além das citadas, visto que também não incentivam a separação do lixo para posterior reciclagem.

Ademais, é fundamental apontar o consumo e o despojo inconsciente como impulsionadores do problema do aumento da geração de lixo e destinação inadequada de resíduos. Dado que, o reuso, a reciclagem de embalagens e a separação do lixo orgânico dos outros tipos para compostagem e reciclagem, são exemplos simples com potencial de tornar as pessoas mais conscientes da sua produção de resíduos. Além disso, destaca-se a sucata eletrônica que tem relevância econômica devido alto potencial de reaproveitamento dos materiais que compõem muitos dispositivos como prata, ouro e cobre, sendo importante aos indivíduos que fazem sua coleta e revendem, bem como aos países em desenvolvimento para vender aos polos produtores de eletrônicos.

Por tudo isso, pode-se dizer que é necessário vencer esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que as prefeituras invistam em campanhas educativas nos principais veículos midiáticos para conscientizar a população dos benefícios da redução e da destinação adequada dos resíduos, para a melhora da qualidade de vida da comunidade. Ademais, usar veículos diferentes para fazer a coleta de orgânicos e de recicláveis, e utilizar os resíduos orgânicos para fazer compostagem e fornecer adubos para parques e praças, e quanto ao tratamento dos recicláveis, deve-se contratar cooperativas de reciclagem. Assim, se fomentará uma sociedade mais cidadã onde o Estado e as pessoas desempenham um papel importante para a solução do problema da gestão de resíduos da cidade.