Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 25/02/2021
A questão da gestão de resíduos sólidos é um tema que tem ganhado cada vez mais importância na sociedade. Uma vez que, a quantidade de descartes vêm crescendo nas últimas décadas e o risco de tornar os danos ao meio ambiente irreversíveis têm aumentado. Portanto, é necessário que o governo e a sociedade atuem em conjunto para exercer o manejo adequado de detritos, para dessa forma conscientizar a comunidade e preservar o meio ambiente.
Com o advento da Revolução Industrial no século XVIII, houve a acumulação de capital, que gerou um “bem-estar social”, com isso a população global entrou em uma fase de crescimento, e continua até hoje, onde cerca de 7 bilhões de pessoas habitam o planeta terra, de acordo com dados da ONU. Depreende-se que, quanto maior o número de habitantes, maior será a quantidade de resíduos sólidos produzidos. Porém, além do aumento populacional, a revolução industrial trouxe a expansão do capitalismo, que lança mão de propagandas apelativas e da criação de uma cultura de massa para incentivar o consumo exacerbado e assim lucrar.
Porém, apesar dessa metodologia trazer grandes benefícios monetários, ela tem um alto preço que é pago pelo meio ambiente. Pois, como consequência do consumismo incentivado pela indústria, nas últimas décadas a quantidade de resíduos não aumentou proporcionalmente ao número de pessoas nascidas, mas sim em quantidade de lixo “per capita”. No estado de São Paulo, por exemplo, cada cidadão produz em média de 800 g a 1 kg de lixo diariamente. Além disso, outro problema decorrente do consumismo é a produção excessiva de lixo eletrônico, que, apesar de ter alto potencial de reciclagem, praticamente não é reaproveitado e acaba tendo destinação inadequada, causando a contaminação do solo e de cursos d’água devido ao grande período de decomposição dos materiais utilizados nesses produtos.
Portanto, para minguar os impactos humanos ao meio ambiente e gerir corretamente os resíduos sólidos, é necessário que o Estado utilize de incentivos para as cooperativas e aos catadores de lixo reciclável, para formalizar sua função como agentes públicos. Também é de suma importância que o governo crie leis mais restritivas que desencorajem o consumismo e incentivem a coleta e reutilização de produtos obsoletos por parte das empresas. Ademais, é vital que o governo conscientize a população da importância da destinação correta do lixo, bem como é dever do ministério da educação reforçar a implementação da educação ambiental das escolas brasileiras. Além disso, é essencial que os cidadãos estejam envolvidos tanto na gestão adequada de resíduos - cada um fazendo sua parte - quanto na cobrança de atitudes dos políticos.