Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

Enviada em 25/02/2021

O filme Wall-e retrata uma realidade na qual os humanos, depois de acumularem uma quantidade exorbitante de lixo na Terra e poluirem a atmosfera com gases tóxicos provenientes desse lixo, deixam de viver no planeta e passam a morar em uma nave no espaço. Porém, ao compararmos a ficção à realidade é notável que a distopia apresentada na obra pode deixar de ser apenas uma fantasia, já que o descarte irregular de lixo leva a árduas consequências.                                                                 Segundo o cofundador da fundação Greenpeace, Paul Watson, “a inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”, ou seja, se a sociedade brasileira soubesse dos efeitos que o descarte irregular de lixos pode gerar, o Brasil não estaria entre um dos países que mais produzem lixo do mundo. Mas o problema não se resume somente ao fato de produzir lixo, e sim também a situação do despojamento desses detritos já que essa acontece muitas vezes em locais inapropriados como, por exemplo, lixões – que não deveriam existir, considerando que são proibidos por lei.

Desde que o sistema capitalista teve início, a quantidade de lixo produzido vem aumentando cada vez mais, isso acontece pois o consumismo é uma das principais características desse sistema e, juntamente ao crescimento dele, objetos que antes eram usados por muitos anos se tornam descartáveis de forma muito mais rápida. Em outras palavras, isso significa que o capitalismo é um dos principais fatores pelo qual a quantidade de detritos produzidos pela sociedade aumentou consideravelmente.

Portanto, cabe ao governo erradicar os lixões existentes no Brasil e, no lugar deles, colocar aterros sanitários que são menos prejudiciais ao meio ambiente. Além disso, é dever do Ministério do Meio Ambiente criar diversos pontos de coleta e de combustão de lixo para que esses detritos sejam reciclados de forma eficiente.