Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 26/02/2021
A primeira Revolução Industrial se deu em meados do século XVIII e com ela um novo padrão de vida e a partir disso um mundo totalmente consumista tinha sua gênese. Esse padrão de consumo trouxe uma produção totalmente exacerbada de lixo para o mundo, uma vez que para ter o novo, descarta-se o antigo. Isso se torna um problema a medida que esse descarte ocorre em grande parte de maneira indevida, contribuindo para a poluição e degradação do meio ambiente.
Nesse sentido, uma reportagem do site de noticias G1 feita em 2019, mostrou que cada pessoa no mundo produz em média um quilo de lixo por dia, o que gera 1,4 bilhão de toneladas por ano no mundo todo. Além disso, em 2017 dados da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) mostraram que 196050 toneladas de resíduos não tiveram o destino correto e acabaram parando nos rios e nos mares. Essa quantidade de lixo produizo e mal descartado, causa sérios danos ao planeta, como o entupimento de galerias pluviais, que geram enchentes, problemas de infraestrura e saneamento.
Ademais, a saúde pública também é afetada. O acúmulo desses resíduos em rios pode levar a ilhas de lixo, que atraem insetos vetores de doenças, como o Aedes aegypti, que causa a dengue. Outrossim, alguns rios desaguam no oceano, e com essa poluição podem desequilibrar ecossistemas. Alguns animais podem confundir resíduos plásticos com alimento e sofrem graves consequências, podendo chegar até ao óbito. A contaminação dos mares, rios e do meio ambiente gera um desequilíbrio tanto na fauna quanto na flora, resultando em um desequilíbrio na vida do planeta.
Portanto, é necessário a intervenção de instituições governamentais e não governamentais no combate ao descarte exagerado e inadequado de lixo. As ONGS devem elaborar projetos de reciclagem nas comunidades, dando o exemplo de como fazer o descarte adequadamente, e conscientizando a população desde os mais jovens sobre os riscos que o lixo mal descartado pode trazer. Ao Governo cabe o dever de elaboração e aplicação de leis firmes, que punam com multas àqueles que insistirem com essas ações prejudiciais ao planeta, a fim de que o cidadão aja com mais solideriade com a comunidade e consequentemente consigo mesmo.