Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 07/04/2021
A Revolução Industrial teve como marco a elevada produção de bens de consumo, o que proporcionou um alto índice de consumismo entre as pessoas e, consequentemente, o acúmulo de lixo. De modo análogo, hodiernamente, o meio ambiente sofre consequências do aglomerado de lixo refletido nos rios poluídos, em vias públicas e no ar impuro. Nesse contexto, asseguram-se a falta de educação ambiental e o comportamento individualista como pilares da problemática. Porém, decerto, é imprescindível que essa realidade mude, pelos riscos que traz ao meio ambiente e as pessoas.
Diante desse cenário, importanta discutir a escassa educação ambiental no país e o seu efeito na problemática. Acerca disso, o filósofo Victor Hugo assevera “É triste pensar que a natureza fala e o ser humano não a houve”. Sob essa lógica, é possível perceber que o pensamento do autor se faz presente nos dias hodiernos, uma vez que, apesar de ser nítido a questão negativa do lixo da natureza, a educação ambiental não é um tema pertinentemente discutido em escolas e ambientes públicos e, com efeito, as pessoas crescem sem ter o hábito de destinar o lixo no local correto bem como consumir com responsabilidade. Logo, é importante a difusão de medidas que possam instruir os indíviduos a fazer a sua parte e exercer seu dever de cidadão que é preservar o lugar que se vive.
Outrossim, é preciso despertar um olhar para total participação do comportamento individualista humano no revés. Seguindo essa linha de raciocínio, é pertinente citar as ideias do filósofo William James, o qual afirma “O ser humano pode alterar a sua vida mudando sua atitude mental”. Com base nisso, percebe-se que o individualismo do ser humano acarreta o consumo desenfreado, o descarte de lixo de maneira incosciente -sem pensar no futuro próximo- e isso prejudica o meio ambiente e as futuras gerações. No entanto, segundo o autor, o ser humano é capaz de mudar essa questão se mudar o seu jeito de pensar e agir. Urge, pois, a necessidade da mudança de postura dos indíviduos para que seja possível alcançar um mundo mais ecológico e agradável para viver em sociedade.
Diante do exposto, medidas são necessárias para mitigar os problemas relacionados ao lixo. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Educação e ONGs (Organizações Não governamentais) sustentáveis, devem, juntos, criar um projeto que traga as escolas -do ensino fundamental ao médio-, por intermédio de aulas e palestras bimestrais, assuntos que abordem meios certos de descarte do lixo, jeitos de evitar maior produção de lixo na sociedade, bem como induzir os alunos a serem consumidores conscientes em prol do meio ambiente. Tal projeto terá o intuito de difundir entre crianças e jovens bons hábitos que servirão por toda a vida. Sendo assim, poder-se-á construir cidadãos conscientes, responsáveis e menos individualistas com o meio ambiente.