Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

Enviada em 31/05/2021

O documentário “A última hora”, de Warner Bros, foi produzido com a intenção de causar choque de realidade aos seus espectadores. O enredo mostra como ações antrópicas interferem no patrimônio ecológico mundial. Nesse viés, é necessário analisar a constante poluição, sobretudo hídrica e atmosférica, e seus impactos sociais.

Primeiramente, é válido ressaltar que apesar da água ser um recurso vital para a existência dos seres vivos, a humanidade insiste em prejudicar sua disponibilidade com o descarte inadequado do lixo produzido. Essa poluição desenfreada, além de trazer riscos de escassez para o consumo diário, também implica na vida marinha, já que esses animais podem facilmente ingerir os fragmentos do resíduo que ainda está no processo de decomposição lento e gradual.

Cabe mencionar, que a poluição atmosférica também é frequente, principalmente após os processos de industrialização e a brutal exploração dos recursos naturais. Em efeito, segundo dados do OMS, até o final do século 21, as mudanças provocadas no ar e o clima provavelmente aumentarão a intensidade, ocasionando os impactos na humanidade. Dentre eles, refere-se a agravação de doenças cardiovasculares e respiratórias já existentes, como asma e bronquite crônica.

Como disse o filósofo Albert Schweitzer: “vivemos em uma época perigosa. O homem domina a natureza antes que tenha dominado a si mesmo”. Dessa forma, torna-se indispensável a efetivação de medidas para reverter essa realidade. Portanto, a sociedade se torna o principal meio atuante para estabelecer uma relação sustentável entre o homem e o meio ambiente, com a redução do lixo exacerbado e a propagação do consumo consciente a fim de reduzir essa quantidade. Isso pode ser feito por meio de mecanismos públicos, como a coleta seletiva e reciclagem, além de projetos voluntários de recolha conjunta, unindo a cidadania em um proprósito sustentável.