Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 01/06/2021
Conforme afirma a autora Melissa Aguiar “o homem descobriu o caminho da lua, mas até hoje não consegue achar o cesto de lixo”. Ao analisar isso em questão do Brasil, não está diferente, visto que ainda é recorrente o descarte incorreto desses resíduos sólidos. Nessa perspectiva, grande parcela do lixo descartado é encaminhado para os aterros sanitários a céu aberto ou até mesmo jogado nos rios, infectando o solo e as águas, provocando a morte dos animais aquáticos, juntamente com a produção do chorume e contaminando os lençóis freáticos, causando também a proliferação de insetos transmissores de doenças como leptrospirose. Essa problemática tem que ser revertida, a fim de amenizar os impactos ambientais.
Em primeira análise, deve-se ressaltar que no Brasil é evidente a má gestão do lixo. Nesse sentido, grande parte do lixo produzido é destino aos aterros sanitários a céu aberto. Segundo a Pesquisa nacional de Saneamento Básico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas),2000: 125.281 mil toneladas de resíduos são coletadas diariamente, onde 30,5% vão para lixões. De modo consequente, a produção de chorume infecta o solo e contamina os lençóis freáticos, acarretando a proliferação de insetos causadores de doenças.
Nesse contexto, quando o lixo é descartado nos rios ocasiona diversos impactos ambientais, por exemplo as enchentes que são inundações que transbordam o nível previsto e em alguns casos afetam o lar das famílias com o aumento da água, além do mal cheiro, causando também a morte de numerosos animais aquáticos. Infelizmente ainda é presente no país, portanto é possível revertê-la.
Em virtude do que foi mencionado, fica claro que algo tem que ser feito para a controvérsia dessa situação. Para isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente realizar campanhas através de publicações por meio da internet, jornais e revistas com intuito de incentivar a reciclagem e alertar sobre a importância dela. Assim sendo, resultará em uma sociedade mais saudável e sustentável.