Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

Enviada em 02/06/2021

Conforme a perspectiva de Aucenir Gouveia, “todo lixo colocado em lugar errado contribui para um ambiente desagradável e sujo.” Nessa lógica, o descarte inadequado do lixo no Brasil está sendo cada vez mais recorrente, devido a falta de aterros controlados e a reciclagem, corroborando para o aumento de problemas ambientais e prejudicando a saúde da sociedade. Diante desse panorama, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Primeiramente, é válido destacar a escassez de aterros controlados (solução que minimiza os impactos ambientais relacionado ao acúmulo de lixo). Segundo um estudo realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), das mais de 79 milhões de toneladas de lixo geradas em 2019, 72,7 milhões foram coletadas. Desse montante, 40% foi descartado incorretamente. Sendo assim, a maioria do lixo descartado vai para os aterros sanitários a céu aberto, causando mal cheiro e proliferação de insetos vetores de doenças, como o Aedes aegypti e, consequentemente, prejudicando a saúde da população daquela região.

Simultaneamente a isso, o descarte inadequado, por exemplo nos rios, contribui para a formação de ilhas de lixo, e como consequência prejudica a sobrevivência da fauna e ocasiona também as enchentes que são provocadas pelo entupimento de bueiros por sacolas plásticas. Quando se separa o lixo da maneira correta, facilita consideravelmente o seu tratamento e, como resultado, diminui os impactos ambientais. Essa situação é caótica, contudo, mutável.

Fica claro, dessa forma, que essa problemática tem que ser revertida, a fim de amenizar os impactos ambientais e o risco de contrair doenças. Para isso, é imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente faça campanhas por meio de posts e noticiários com o intuito de alcançar um maior número de telespectadores para conscientizá-los sobre a importância do descarte correto do lixo e incentivar a reciclagem. Paralelamente, é imperativo que o governo federal faça alianças com nações internacionais com o objetivo de desenvolver técnicas mais avançadas para a diminuição dos impactos ambientais. Assim, se consolidará uma sociedade mais sustentável e desenvolvida.