Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 15/06/2021
Na Revolução Neolítica, com a sedentarização do homem, o lixo tornou-se um problema. De acordo com o livro A História do Lixo, escrito por Emílio Maciel, o homem já queimava o lixo com o intuito de eliminar o odor oriundo dele, mas somente após a Segunda Guerra é que ele de fato foi encarado como um problema. Frente às características relevantes ao cenário atual surge um debate necessário vinculado à administração do lixo no Brasil. Nessa perspectiva, convém analisar as vertentes que englobam essa problemática, seja a má gestão residual ou a falta de orientação à população.
Em primeira análise, é valido ressaltar que as falhas estão ligadas à má administração do lixo. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABREPE), 60,5% dos municípios estão acumulando seus resíduos sólidos de forma inapropriada. Esse fato se dá devido à insuficiente gestão que, por falta de organização na execução dessa política pública, ocasiona a má distribuição do lixo. Logo, é depositada uma grande quantidade apenas na coleta dos catadores, resultando, cada vez mais, no agravamento da situação das vias e dos aterros sanitários. Dessa forma, deve-se levar em consideração o importante papel do governo na gestão dos resíduos, para que finalmente as políticas atuem em favor de um ambiente saudável.
Secundariamente, é válido pontuar como tal realidade acarreta sérios prejuízos ao meio ambiente devido à falta de informação sobre o tema. Como citado anteriormente, o homem queima o lixo desde o período neolítico, esse processo libera gases poluentes na camada de ozônio e chorume que infiltra no subsolo e polui o lençol freático. Ademais, é importante frisar que a liberação dos gases na atmosfera ocasionam sérios problemas respiratórios na população, contratempo esse, desconhecido por muitos cidadãos. Desse modo, faz-se necessário uma reformulação da postura estatal de forma urgente.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática da má administração do lixo no Brasil. Sendo assim, cabe ao governo municipal providenciar a construção de novos meios que auxiliem na coleta seletiva, como trocar objetos recicláveis por pontos que geram desconto nas contas de água ou energia, com o intuito de organizar a coleta do lixo e instigar a população à participação na gestão de resíduos. Ademais, é importante que as ONG’s direcionadas à causa ambiental trabalhem na divulgação dos riscos de mandar o lixo para os lixões e nas campanhas de reciclagem, por meio das rádios municipais, ensinando ao público formas diversificadas de transformar os materiais, a exemplo da garrafa " pet “, que pode ser reutilizada como vassoura, a fim de dar ênfase à ideia de reciclar, reutilizar e reduzir. Assim, com a coletividade a sociedade caminhará para um futuro ecologicamente consciente e terá por consequência uma boa qualidade de vida.