Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 16/06/2021
Durante a Idade Média, o renascimento urbano foi marcado por ruas estreitas que eram tomadas por lixo. Nesse contexto, percebe-se a ausência de saneamento básico que corroborou para o surgimento de epidemias. Assim, o acontecimento histórico se alinha ao Brasil atual, uma vez que esgotos entupidos e poluição dos oceanos são recorrente pelo excesso de lixo. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e de desleixo que apadrinha o planeta.
Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. De acordo com o IBGE, 37 em 100 brasileiros vivem em regiões onde inexiste abastecimento de água potável, coleta de lixo ou rede de esgoto, não têm acesso aos serviços básicos. Nessa perspectiva, é substancial exigir uma atuação mais urgente das autoridades, visto que tal mazela compromete a saúde dos indivíduos que moram nessas plagas e, sobretudo, é negligenciada. Com isso, a sociedade mais abastada colhe todo o azedume dessa questão do lixo. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.
Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Na ótica do documentário “A Era da Estupidez”, de Franny Armstrong, “Por que não salvamos o planeta enquanto tínhamos tempo?”. Sob esse viés, a frase do documentário reflete o ano hipotético de 2055, quando a Terra está assolada de catástrofes naturais. Dessa maneira, o alerta da ficção se alinha ao Brasil, pois o comprometimento do desenvolvimento sustentável caminha ao lado do descarte inadequado do lixo, haja vista que, o carnaval de 2020 deixou um saldo de 300 toneladas de lixo recolhidos pela vias públicas do Rio, de acordo com o G1. Dessa forma, é fulcral que a coletividade reformule sua ação, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado deve intensificar ação de ONGs de enfretamento, por meio de verbas destinadas para essa esfera, ampliando as estruturas dos aterros sanitários e promovendo uma melhor gestão desse setor, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, o olhar coletivo precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa área, por intermédio de palestras educativas e, por tabela, documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que ocorridos como o da Idade Média sejam apenas fatos históricos e não ocorram novamente.