Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 25/06/2021
Durante a Segunda Guerra mundial, o Físico Albert Einstein lutou com os mecanismos que possuía, como passeatas anti armas nucleares, para evitar o uso de bombas atômicas nos conflitos. Tal ação demonstra que nem sempre problemas globais devem ser solucionados em escalas globais e que ações em conjunto são essenciais para atingir certos fins. Nesse sentido, a problemática do lixo no mundo moderno requer o mesmo cuidado, e deve passar a incluir a população e os órgãos privados na solução, pois, embora o lixo afete toda a biosfera, grande parte dos seus danos são causados por esses dois agentes. Assim, essa inclusão é de suma importância para a atenuação das questões envolvendo os dejetos. Em primeiro plano, deve-se notar a participação da população de cada país na formação do problema geral do lixo. Tais aspectos são visíveis quando se observa o descarte impróprio de dejetos que ocorre em todo o Brasil e em grande parte do mundo. Isso ocorre, em parte, por conta do desconhecimento populacional de como reutilizar ou reciclar os materiais possíveis, como por exemplo no uso das lixeiras de coleta seletiva em que há mistura entre os resíduos jogados nelas e com o descarte de eletrônicos de forma imprópria, e por falta de incentivo governamental a esses fatores. Nesse ínterim, duas estratégias já utilizadas que surtem efeito são o beneficiamento de quem recicla o óleo de cozinha usado envia a indústrias de tratamento de água com reduções nas contas desse serviço e o paga mento de catadores de latinha, ambas tomadas pelo setor privado para evitar o descarte de materiais tão valiosos. Assim, é perceptível a necessidade de integrar a população ao combate. Ademais, a inclusão do setor privado nas soluções do lixo como problema global é ainda mais importante pois suas ações, quando impróprias, causam danos maiores do que a população em si. Sob essa ótica, é imperioso pontuar os danos crescentes ao ambiente marinho causado por termelétricas, a acidificação de águas causado pelo descarte impróprio de materiais que compõe os sabões e o desperdício de plástico pelas indústrias, o qual gera os maiores problemas do ambiente marinho. No documentário ‘’Plastic Ocean’’ exibido no Netflix, os veterinários de animais ambientes marinhos exibem a quantidade de peixes e aves afetadas e a ilha formada no encontro das correntes marítimas, ambas geradas pelo descarte impróprio de plástico. Nesse sentido, é visível a necessidade de ações para incluir a ação privada no combate a problemática do descarte impróprio de dejetos. Pode-se notar, portanto, que embora o lixo seja um problema global, incluir a população e o setor privado são essenciais para sua atenuação. Desse modo, cabe ao Ministério da educação melhorar a conscientização da população e do setor privado, por meio de cartilhas virtuais publicadas nas redes sociais, objetivando instruir sobre como descartar e reaproveitar os dejetos de forma apropriada. Ademais, cabe ao Estado, fornecer auxílios e benefícios, como pagamento pela redução de lixo e incentivos fiscais a indústrias, para quem seguir as normas estabelecidas nas cartilhas supracitadas, visando o mesmo sucesso da reciclagem de óleo e de latinhas. Assim, embora seja uma problemática global, as ações de cada agente social serão capaz de atenuá-lo.