Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 07/10/2021
A revolução industrial que teve início na Inglaterra, influenciou o mundo todo a se industrializar e irem rumo a diversas transformações positivas.No entanto,houve uma super concentração de pessoas no espaço urbano que passaram a consumir muito,e com a falta de medidas governamentais viabilizando a reciclagem,o número de lixo produzido cresceu deliberadamente.Diante dessa perspectiva,faz-se imperiosa a análise dos fatores que favoreceram esse quadro.
Em uma primeira análise,deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais que incentivem a reciclagem no Brasil.Nesse sentido, segundo o SNIS (Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento),cerca de 97,9 % do lixo gerado no país não é reciclado,incluindo materiais que demoram a se decompor, causando grandes impactos no solo quando descartados indevidamente, sendo que poderiam ser reutilizados ou transformados em brinquedos ou objetos decorativos.
Além disso, é fundamental apontar o consumismo exacerbado como impulsionador do aumento na quantidade de lixo produzido no Brasil.Nesse contexto,o pensador Damião Maximino aconselha “Cuidado com o consumismo exacerbado.Ele pode tornar sua vida,um grande sofrimento.Consuma somente o essencial”.Porém,as pessoas contrariam esse “conselho”,consomem em larga escala e descartam os dejetos no meio ambiente,sem a conscientização do impacto que estão causando a sua saúde e o ambiente em que vivem.
Depreende-se, portanto,a necessidade de combater esse obstáculos.Para isso, é imprecindível que Governo Federal em parceria com o Ministério do Meio Ambiente,construam espaços em lugares de livre acesso,que tenham profissionais ligados ao meio ambiente e a arte de reciclar,com a finalidade de ensinar as pessoas a reciclar e criar objetos de decoração para venda ou uso pessoal,possibilitando ao mesmo tempo uma redução no número de lixo descartado e uma renda extra para os que se apropriarem da ideia.