Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

Enviada em 09/10/2021

Jean-Paul Sartre, filósofo existencialista, discorre que o homem é condenado a ser livre, sendo, portanto, responsável pelos seus atos. De maneira análoga ao analisar o lixo e a cidadania percebe-se que essa problemática tem como responsável a falta de apoio do Estado. Logo, faz-se necessário um debate em torno de tais elementos do cotidiano.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que: ‘‘A justiça num lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar’’ cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange o lixo e a cidadania.

Além disso, o lixo e a cidadania encontra terra fértil no individualismo. Na obra ‘‘Modernidade Líquida’’, Zygmund Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo egoísmo. Porquanto, há como consequência disso, a falta de impatia, pois, para se colocar no lugar do outro é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa questão que influi sobre o lixo e a cidadania funciona como um forte empecilho para a sua resolução.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isto ocorra, o MEC (Ministério da Educação) juntamente com a secretária da cultura deve desenvolver palestras em escolas para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webconferência nas redes sociais dos ministérios com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o lixo e a cidadania e atingir um público maior.