Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 11/11/2021
Segundo o filósofo Thomas Hobbes, ‘‘É dever do Estado garantir o bem-estar de todos os indivíduos em sociedade’’. Contudo, percebe-se a negligência governamental perante a questão do lixo e suas mazelas. Sabe-se, que a nação consumista gera uma enorme quantidade de lixo que acaba por agravando diversos problemas ambientais nos grandes centros urbanos.
Primeiramente, é irrefutável dizer a sociedade brasileira do século XXI é consumista; e este consumo sem controle traz consequências para à vida do indivíduo. De acordo com dados divulgados pelo site G1, apenas no estado de São Paulo são produzidas 15 mil toneladas de lixo por dia, assim, os materias produzidos são encaminhados para aterros e lixões. Entretanto, o grande número de lixo produzido ocasiona diversos problemas para a população que mora perto dos pontos de descarte por conta do mau cheiro e dos riscos para a saúde. Além disso, a superlotação dos lixões, prejudica o serviço de recolhemento que por sua vez afeta às ruas com o acumulo de lixo.
Em segundo instante, é necessário salientar que diversos resíduos de lixo demoram anos para se decompor na natureza; conforme dados do jornal OGLOBO, uma garrafa de plástico leva até 100 anos. Ademais, o crescimento desenfreado do lixo causa problemas não só para o meio ambiente, mas também para a saúde pública, tendo em vista que os lixos nas ruas são pontos de bactérias. Desse modo, nota-se a falha do Governi com o conceito de Hobbes por não controlar o crescimento e descarte irregular de lixo.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério do Meio Ambiente promova campanhas para a conscientização da sociedade sobre os riscos do descarte irregular de lixo e formas de reutilizá-los. Além do que, em conjunto ao Ministério do Trabalho, devem incentivar o trabalho reciclável, apoiando coperativas de catadores de lixo. Dessa forma, será possível reverter a superlotação dos lixões e previnir futuras mazelas.