Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 11/11/2021
Segundo o teólogo alemão Albert Shcweitzer, “a humanidade vive uma época perigosa, o homem domina a natureza antes de ter aprendido dominar a si mesmo”. De maneira análoga à isso, contudo, ao observar o lixo e cidadania -ainda que seja uma questão de grande valor- percebe-se que esse assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relacionados a essa problemática, é importante analisar a negligência estatal e a importância da educação ambiental.
A priori, vale ressaltar o Pacto Social do contratualista John Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis aos indivíduos, como o saneamento. No entanto, é evidente que tal prerrogativa não se reverbera no Brasil, o descarte impróprio do lixo gera uma série de problemas, em especial nas grandes cidades, o mesmo entope os boeiros, que juntamente com uma chuva, pode causa enchentes que, além dos transtornos provocados, é vetor de doenças. Nesse prisma, fica elucidado a fragilidade do país acerca desse assunto, apesar de assegurado no artigo 225 da Constituição Federal de 1988.
Outrossim, aluda-se ao pensamento de Paulo Freire, “se a educação não tranforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob essa perspectiva, elucida-se a importância da ensinaça, na qual, apenas em fazer o descarte correto do lixo, muitas situações podem ser evitadas. Entretanto, é notório que grande parte da população ainda joga tais resíduos nos ambientes públicos, por conta disso, na cidade de Salvador, todos os anos um grupo de mergulhadores vão as praias retirar resíduos presos nos animais marinhos ou nas rochas submersas, na tentativa de amenizar tal problemática. Desse modo, não é inesperado que o Brasil, -apesar de assegurar na Constituição- persista em não valorizar o meio ambiente de modo benevolente.
Dessarte, fica evidente que nem todos têm acesso à educação ambiental. Logo, cabe ao Ministério da Educação, por meio de projetos, inserir a mesma no currículo escolar e, ao Ministério do Meio Ambiente, pelas redes sociais, -instrumento de ampla abrangência- promover campanhas que conscientize a popualção acerca do descarte do lixo, com a finalidade de que tais resíduos não cause mais enchentes, nem a morte de animais. Em vista da concretização dessas ações, a sociedade se distanciará da realidade descrita por Schweitzer.