Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

Enviada em 11/11/2021

Na animação “Wall-e”, a população mundial deixa o planeta Terra para morar em uma nave no espaço, por causa do excesso de lixo e gases tóxicos, que tornou a atmosfera terrestre inabitável. No entanto, fora da ficção, a realidade brasileira é semelhante ao que tange à questão do impacto do lixo plástico no meio ambiente, visto que há um uso inconsciente desses resíduos, que degradam o ecossistema.Com isso, o consumo excessivo e à priorização dos interesses financeiros, são os agravantes da problemática.

Diante desse cenário, é evidente que a cultura consumista é um dos reveses. Conforme o filósofo Zygmunt Bauman, a utilização extravagante de produtos é a melhor forma de obter prazer. Dessa forma, esse viés é observado no problema do lixo plástico, de modo que no mundo globalizado, o consumismo é visto como sinônimo de felicidade, que é intensificado pela mídia, e gera cada vez mais detritos. Assim, a falta de uma análise cautelosa, que vise às consequências desse despejo excessivo em longo prazo, é um dos empecilhos.

Além disso, a privilegiação dos interesses mercadológicos atua como um catalisador do impasse. De acordo com o livro “O capital”, do sociólogo Karl Marx, a burguesia sobrepõe o capital (dinheiro) em relação às outras áreas. Tal perspectiva é visível no que tange aos resíduos plásticos, já que seu descarte geralmente é feito de forma inapropriada, pois é mais barato e confortável, que prejudica outros seres vivos. Consoante ao Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, 1,5 milhões de animais são mortos por ano em virtude do plástico. Em suma, as empresas e a população priorizam o capital em detrimento dos animais.

Portanto, conclui-se que o Ministério do Meio ambiente deve promover campanhas informacionais, divulgadas por meio de redes midiáticas, com a utilização dos serviços de influências digitais - para alcançar o maior número de pessoas - com o intuito de alertar aos cidadãos a forma correta do descarte de todos os tipos de lixo, a fim de reduzir as consequências negativas na Natureza. Por outro lado, as escolas devem promover debates, por meio da análise de filmes e livros, incluindo perguntas à ambientalistas, com o propósito de ensinar aos estudantes os impactos do lixo plástico, para diminuir o seu consumo.