Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 17/11/2021
Durante a Primeira Revolução Industrial houve grandes avanços tecnológicos ao que diz respeito à produção em larga escala. Diante dessas inovações, o desejo era consumir os mais diversos produtos criados e pouco se preocupava com a geração de lixo e seu descarte. Sendo assim, fica evidente como a negligência estatal e o consumo exacerbado impactam negativamente o ecossistema.
Primeiramente, a Constituição Federal Brasileira de 1988 assegura direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado a todos. Todavia, esse é apenas mais um dos direitos legalizados que, conforme afirma o jornalista Gilberto Dimestein, no livro “O cidadão de papel”, figuram tão somente impressos, haja vista que o Estado se mostra ineficiente na busca de métodos que auxiliem o crescimento da produção sem causar grandes danos ao meio ambiente, além de não fornecer as empresas alternativas viáveis para descarte dos lixos produzidos de forma sustentável.
Assim como a negligência estatal, o consumismo incentivado pela mídia diariamente é uma impasse para a resolução da problemática. Desse modo, conforme afirma Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que os meios de comunicação, como agente formador de opiniões, ao exaltar o status do consumo como forma de prestígio social, contribui diretamente para o desejo de compra dos telespectadores, auxiliando na consolidação do problema.
Portanto, fica evidente que a negligência estatal aliada a mídia contribuem para o acumulo de lixo no ambiente. Para isso, cabe ao Estado, que tem como função proporcionar um ambiente ecologicamente, a elaboração projetos que visem amenizar o desgaste ambiental por meios de estruturas capazes de viabilizar um descarte adequado dos lixos afim de promover um desenvolvimento sustentável. A partir de ações como essa será possível manter um estabilidade ao meio ambiente.