Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 03/10/2018
O conceito de democracia tem origem do grego antigo, definida fundamentalmente como um regime político em que o governo está sujeito a soberania de seu povo. Entretanto, no século XXI, as manifestações populares no Brasil, como os movimentos sociais das minorias por representatividade e a paralisação dos caminhoneiros em 2018, são frutos de um Estado que não representa adequadamente a vontade de sua nação, em paralelo a uma mídia que coloca em evidência os acontecimentos de acordo com os seus interesses políticos e econômicos. É imprescindível, portanto, analisar os mecanismos que limitam a população brasileira, a fim de que se alcance possíveis soluções.
Em primeiro plano, é preciso analisar substancialmente a ineficiência estatal, para o entendimento de suas consequências. Consoante Aristóteles, a justiça é a base de qualquer sociedade, logo, quando os agentes públicos são ineficientes em prover uma condição de vida justa às pessoas, que segundo a Artigo 1° da Constituição Brasileira de 1988 é um direito de todo cidadão, a sociedade é encontrada em bases frágeis. Dessa forma, há insatisfação popular, o que leva os injustiçados a clamarem por reconhecimento ou reivindicação, a exemplo do Movimento Feminista e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, respectivamente.
Concomitantemente, os canais midiáticos transmitem informações lateralmente, o que limita a liberdade de expressão do povo, uma vez que as manifestações podem ser oprimidas se não estiverem de acordo com seus objetivos. O que, segundo Jean-Paul Sartre, é uma derrota, pois a opressão é uma forma de violência. Dessarte, é perceptível a necessidade de combater o evidenciamento parcial, haja visto que é uma ação que compromete a liberdade, seja ela motivada por quaisquer objetivos.
Em ultima análise, de acordo com o filósofo Confúcio, não corrigir as falhas é mesmo que cometer novos erros. Decerto, o Estado deve aumentar o número de fiscais dos setores ambientais, sociais, políticos e privados, através de concursos públicos regionais com a finalidade de diminuir a improbidade administrativa e manter a base da sociedade bem estruturada. Outrossim, as ONGs sociais devem mobilizar a população brasileira, por meio da distribuição de cartazes e panfletos nas ruas e da produção de anúncios e textos em redes sociais, com o propósito de aumentar a criticidade frente a mídia e se proteger de suas mazelas. Nesse sentido, após a efetivação das ações de ambos os agentes supracitados, enfim, as manifestações populares serão apenas memórias de um passado disforme e superado.