Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 03/10/2018

Segundo Rousseau, filósofo iluminista, o Pacto Social consiste num acordo entre o povo e o governante, de modo que este seja o representante daquele para que busque o bem comum para a sociedade e que assim o defenda, por exemplo, de ondas extremistas, tal como o nazismo que remetem à barbárie. No entanto, quando esse acordo é rompido, a população tem o direito de destituí-lo do poder e que, em alguns casos, pode ocasionar violência e repressão.

Devemos considerar, primeiramente, que grande parte das manifestações do século XXI ao redor do mundo são fruto de uma sequência de acontecimentos do passado, onde o governante não governa visando o bem comum, mas sim aos interesses de uma classe específica da sociedade. Um exemplo disso são as manifestações da primavera árabe em 2011, a qual destituiu muitos regimes ditatoriais de longos anos no Oriente Médio, em detrimento das milhares de mortes ocasionadas por esses Estados. Isso demonstra a legitimidade das manifestações em reivindicar um governo que sirva, de fato,  toda a sociedade.

Apesar do bom caráter da maior parte das manifestações, infelizmente, muitas pregam o extremismo e o preconceito, como os grupos neonazistas que surgiram recentemente nos Estados Unidos e na própria Alemanha, e que, além disso, demonstram que tal pensamento ainda é cogitado por uma parcela da população.

Dito isso, é necessário que o Estado se atente aos interesses do bem comum e coíba focos de grupos extremistas. Para isso, é necessário que a mídia, juntamente com organizações não governamentais, monitorem as ações dos governantes e informe ao público por meio das redes sociais e documentários engajados, de modo que o público se torne cada vez mais crítico e cobre com frequência seus representantes. Além disso, é necessário que o Estado promova cursos gratuitos via internet a respeito de regimes totalitários, de modo que impeça o alastramento de grupos extremistas, como o neonazista. Desse modo, o indivíduo seja de fato um cidadão que reconheça seus diretos e também cumpra os deveres do Pacto Social.