Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 05/10/2018

Durante o Regime Ditatorial no Brasil, a censura e a repressão àqueles que se contrapunha ao governo estava intrinsecamente ligada ao período. Com isso, houve manifestações populares de protesto, como a “Passeata dos cem mil”, no Rio de Janeiro. No entanto, hodiernamente, percebe-se que esta mobilização social acontece com grande frequência e notoriedade, seja pela negligência governamental, bem como o preconceito sofrido pelos indivíduos.

Em primeira análise, evidencia-se que o descaso do governo com os direitos da população colabora para a ocorrência de manifestações.  De acordo com o filósofo alemão Jürgen Habermas, para que haja a comunicação plena e o acordo de interesses deve-se existir o agir comunicativo. Entretanto, muitas pessoas, sobretudo as quais visam reivindicar melhorias, são desprezadas ou mesmo reprimidas com violência.  Por consequência, os movimentos deixam de ser pacíficos, gerando um grande conflito.

Além disso,  segundo defendido pelo sociólogo Zygmunt Bauman, na obra “Modernidade Líquida”, o individualismo é uma das principais características da pós-modernidade, na qual, grande parte da população tende a ser incapaz de respeitar as diferenças. Nesse sentido, muitas manifestações advém da objeção ao preconceito, como o movimento LGBT.

É indubitável, portanto, que medidas são necessárias para atenuar o impasse. Em razão disso, o governo federal deve contratar especialista para ouvir e auxiliar a população acerca dos problemas em alta, através de telefonemas e e-mail, além de promover conferências para dialogar com a sociedade, a fim de extinguir violências e conflitos. Ademais, o Ministério Público, por sua vez, deve promover ações judiciais pertinentes contra atitudes individualistas ofensivas, por meio da criação de órgãos de fiscalização e o desenvolvimento de um canal que facilite a denúncia anônima via internet, objetivando diminuir os casos de preconceito. Dessa forma, a sociedade  poderá garantir o exercício da igualdade e por consequência, minimizar os movimentos populares.