Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 08/10/2018
Na obra " Entre quatro paredes “, do filósofo Jean-Paul, o protagonista Garcin declara a sentença " o inferno é os outros “. Desse modo, afirma sua insatisfação em conviver socialmente, vista a pluralidade notória de idiossincrasias humanas respalda na falta de empatia. Logo, pode-se dizer que o contexto retratado se reflete nas movimentações pautada no século XXI. Resultado da consonância de uma sociedade pouco beneficiada com as prerrogativas governamentais, seja pela inerte consciência política, seja pelos protestos populares que resultam em medidas inócuas. Dessa forma, é importante salientar que a questão judiciária e sua aplicação estejam entre as causas do problema.
Sob um prisma inicial, as manifestações são um importante meio de participar ativamente da política do país. Consoante Michel Foucault, micropoder- conceito criado pelo autor- consiste na ideia de que o poder não se encontra apenas em grandes instituições como o Estado e a igreja, mas também fragmentado nas mãos de cada indivíduo. Dessa forma, a realização de passeatas e de protestos torna-se fundamental na medida em que a participação do corpo civil objetiva pressionar o governo em relação ao contexto social vigente, o qual encontra-se maculado pela discriminação e pelo preconceito.
Outrossim, a repressão às manifestações, majoritariamente pacíficas, representa a ingerência da esfera estadual na legislação brasileira. A Constituição Federal de 1988 assegura o direito à liberdade de expressão e de protestação como pilares da democracia. Todavia, as forças policiais, coordenadas pelo Estado, ao passo que utilizam de agressões como jatos d’água, bombas de gás lacrimogênio e até cassetetes para silenciar e dispersar atos de protesto, suprimem as garantias jurídicas respaldadas pelo código civil,sendo inadmissível a perpetuação dessa prática nociva à vida.
Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Para isso, o Ministério da Educação deve incluir, na grade curricular obrigatória, aulas de Política Básica para que, pela educação, os brasileiros desenvolvam uma visão crítica em relação aos assuntos políticos. Além disso, a mídia, em parceria com ONGs, deve incentivar, principalmente durante épocas de eleição, a sociedade a usar o programa Ficha Limpa, via propagandas, a fim de a sociedade se conscientizar antes das eleições. Por fim, cabe às pessoas se organizarem, pelas redes sociais, e formarem um plebiscito que exija do Governo uma maior participação dos brasileiros em assuntos tão impactantes como as reformas em pauta, possibilitando que essas ações beneficiem ou prejudiquem, equitativamente, todos os afetados pelas alterações.