Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 15/10/2018

Promulgada em 1988, a nova constituição federal passava a ser conhecida como constituição cidadã. Pois nela eram garantidos diretos, como a liberdade de expressão. Entretanto, o brasileiro não tem exercido sua cidadania, não indo as ruas para manifestar contra os problemas do estado. Logo, uma população acomodada e estagnada se torna um problema. Nesse sentido é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

É importante pontuar, que o Brasil vive um grande cenário de descrença na política, evidenciado na falta de manifestações populares. É certo, que Brasília virou palco de escândalos, visto que, as principais notícias a respeito da política são grandes esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e nepotismo. Dessarte, fazendo o brasileiro ter o sentimento de que não há modo de ocorrerem mudanças.

Ademais, é evidente, que o ciberativismo, ativismo feito pela internet, é uma grande arma da sociedade contemporânea, mas toda arma oferece arma oferece seus riscos. Pois, do mesmo modo que traz a facilidade de organizar eventos rapidamente ou de divulgar sua insatisfação em massa, também traz o comodismo. Haja vista que as pessoas acham que apenas curtindo e compartilhando publicações em redes sociais estão cumprindo seus papeis de cidadãos, que é de lutar por seus direitos. Destarte, tornando o ciberativismo um problema quando ele provoca acomodação.

É indubitável, portanto, que falta engajamento do brasileiro em fazer manifestações que busquem a garantia dos seus direitos. De certo, a melhor maneira de resolver isso é através da educação, pois como se dizia Kant ‘’ a educação é aquilo que a educação faz dela’’. Logo, faz-se essencial que o MEC aumente a grade de matérias, instituindo aulas que aumentem o senso crítico dos alunos, como aulas de princípios de direito constitucional e educação financeira e política, além de ministrar palestras sobre temas da atualidade. Deste modo criariam alunos pensantes e com senso crítico que teriam um maior engajamento na manutenção de seus direitos.