Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 15/10/2018

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride no momento cuja mobilização de uns pelos outros é imperativa e ordenada. Todavia, quando se observa as manifestações populares brasileiras em evidência no século XXI, verifica-se que esse ideal não é desejavelmente constatado. Dessa maneira, é imprescindível a análise e o aprofundamento dessa questão no aspecto da violência e da intolerância, a fim de buscar melhores perspectivas para o bem comum.

Sob esse viés, é indubitável que as manifestações populares violentas são um risco para a prática cidadã, uma vez que essa desordem pode de deslegitimar movimentos sociais e, consequentemente, diminuir o número de indivíduos conscientes nas ruas. Exemplo disso foram os chamados “Black Blocs”  nos protestos de julho de 2013, os quais arruinavam patrimônios e confrontavam diretamente a polícia, o que gerou medo e receio que fez diminuir consideravelmente o número de muitas pessoas nas ruas manifestar contra a corrupção endêmica, a alta dos impostos e diversas outras questões pertinentes para o bem da sociedade.

Somando a isso, outro empecilho nas manifestações brasileiras é a falta de intolerância perante opiniões diferentes, as quais, na democracia, são essenciais para dar relevância a diversos grupos sociais e provocar diálogo que, segundo o filósofo Habermas, é fundamental para a resolução de problemas. Nesse sentido, diante da atual onda de desrespeito em favor a candidatos à presidência do Brasil, noticiado nos veículos de comunicação, percebe-se que a sociedade não está condizente com o ideal de progresso iluminista e, além do uso da violência nos protestos, a intolerância acaba representando um retrocesso para a nação Tupiniquim.

Portanto, já dizia Thomas Hobbes que é dever do Estado exercer poder para coibir os males em uma sociedade. Logo, cabe Poder Executivo, juntos às polícias militar e federal, criar uma corporação com o objetivo de fiscalizar movimentos, investigar os desordeiros e combater a violência nas ruas, por meio de treinamentos e tecnologias, como câmeras,programas de computares e redes sociais. Ademais, é importante o Ministério da Educação outorgar o ensino sobre a intolerância nas escolas, por intermédio de aulas e dinâmicas de turma nas disciplinas de Sociologia e Filosofia, com o objetivo de conscientizar os jovens, desde cedo, sobre o respeito mútuo a opiniões diversas. Realizadas essas medidas, melhores perspectivas surgirão para o bem comum da sociedade brasileira.