Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 18/10/2018
Na França de 1968, especificamente em maio, jovens se uniam em busca de mais prosperidade, justiça, liberdade e contra o que acreditavam ser um governo ditatorial, no mesmo ano acontecia a Primavera de Praga na Tchecoslováquia, essas efervescências deram origem a dois dos acontecimentos mais marcantes do século XX. Essas manifestações foram sementes para as sucedidas nesse inicio do século XXI, os desejos continuam, em parte, os mesmos: a busca incessante por um país que atenda o seu anseio de modernidade e liberdade.
Nos últimos quatro anos o Brasil e o Mundo foram imundado por uma série de manifestações de cunho político e ideológico, de fato, é evidente a observação de uma grande polarização desses quadros sociais, porém é notório também um maior envolvimento da camada jovem que insiste em fazer parte das decisões do seu país. Esses movimentos acabam por esbarrar em camadas sociais mais conservadoras e os atritos são gerados, visto que essa parte da sociedade mais reacionária passa a se sentir atacada.
Além disso, as buscas por liberdade sexual e identitária deram abertura para o surgimento de expressões ainda muito polêmicas como a desconstrução de gênero de Judith Butler, que visa a ideia de que o ideal de feminino e masculino é construído socialmente. Como resultado dessas buscas as minorias tendem a se ligar formando grupos e participando de manifestações que alimentem a mudança.
Em resumo, as manifestações são resultados de demandas por mudanças na sociedade que deve passar invariavelmente pela população jovem de modo que o próprio Estado deve estimular o pensamento crítico através das escolas ao promover aulas de filosofia e sociologia e possibilitar debates sobre os mais variados temas, ajudando estudante a formar sua opinião, assim como, os veículos formadores de opinião (televisão, radio, redes socias, etc) devem estimular a presença da multipluralidade de visões em programas e discussões.