Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 30/10/2018
Por outro lado, temos um saldo negativo significativo: a violência nas manifestações populares. Tornou-se comum ver a polícia atacar a população e vice versa . Balas de borrachas atiradas, destruição do patrimônio público, pessoas presas, feridas e até mortas. Agora que você já aprendeu sobre as principais manifestações populares, esse é o momento de continuar seus estudos . Acesse agora a nossa videoaula a respeito do o panorama da crise política brasileira.
Ficou conhecido no Brasil inteiro, durante o início da década de 90, o movimento dos “caras-pintadas”, que consistiu em multidões de jovens, adolescentes em sua maioria, que saíram às ruas de todo o país com os rostos pintados em protesto devido aos acontecimentos dramáticos que vinham abalando o governo do então presidente Fernando Collor de Mello.
A representação do Escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) na América do Sul divulgou comunicado na sexta (26) no qual critica o uso excessivo da força por parte da Polícia Militar para reprimir protestos e manifestações no Brasil. Do mesmo modo, condena a violência policial em operações de segurança no espaço urbano e no marco do conflito de terras.
No dia 24 de maio de 2017, movimentos sociais e centrais sindicais convocaram manifestações em Brasília contra o presidente Michel Temer, as contrarreformas Trabalhista e da Previdência e a Lei das Terceirizações, nas quais participaram aproximadamente 150 mil manifestantes. Durante o protesto, foi reportado que ao menos sete pessoas foram detidas e 49 ficaram feridas, algumas delas gravemente e ao menos uma com arma de fogo. Do mesmo modo, reportou-se que a Polícia Militar utilizou gás de pimenta, gás lacrimogêneo e balas de borracha para reprimir os protestos, além de armas de fogo.
O que é exatamente um movimento social? Segundo Alain Touraine, sociologo francês, os movimentos sociais são ações sociais que permitem um relativo progresso social. Este sociólogo faz uma diferença entre as noções de “ação social” que é relativa aos atores e dos “movimentos sociais”, referentes à mudança. Para que um movimento social exista, segundo ele, é preciso ter bastantes indivíduos representando a sociedade, ter um movimento duradouro e algo onde os indivíduos compartilhem uma relativa identidade.