Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 02/11/2018

A grande quantidade de manifestações populares ocorridas no século XXI evidencia uma mudança substancial na capacidade de articulação popular. Dessa forma, cada vez mais, a população está exigindo mudanças, seja em razão de governos autoritários, seja em razão da corrupção. O grande epicentro dessa mudança são as redes sociais que, muitas vezes, esbarra na truculência dos governos.

A disseminação de conteúdo nunca foi tão rápida como na atualidade. Em questão de minutos, por meio das redes sociais como “Wattsapp” e “Facebook”, é possível convocar milhões de pessoas em prol de uma causa comum. Além disso, manifestações populares como a Primavera dos Povos Árabes e as manifestações contra corrupção no Brasil não teriam tanto efeito sem o advento dessas tecnologias. Assim, a internet tornou-se um meio fundamental para o exercício das manifestação populares.

Apesar dos avanços, em muitos países, protestar é uma ato de alto risco. Isso se torna evidente diante do massacre de diversos manifestantes por ordem de governantes autoritários e alheios à democracia, como atualmente ocorre na Síria. Além disso, ataques ao direito de informação são comuns nesse contexto, com a limitação ao acesso aos meios de informação, principalmente a internet, e perseguição de opositores. Dessa forma, romper as barreiras da censura e da violência são os grandes obstáculos de povos que se opõe a governos antidemocráticos.

Portanto, a redes sociais foram responsáveis por dar efetividade a um grande número de protestos no século atual. Apesar disso, barreiras ainda precisam ser superadas. Sendo assim, organizações internacionais, como a ONU e a OTAN, devem juntar forças e aplicar sanções em países que restringem o acesso aos meios de informação e que reagem com violência às manifestações populares. Outrossim, a sociedade civil precisa disseminar, por meio de Ongs, a importância da liberdade de expressão, lançando vídeos e cartilhas sobre o assunto. Com tais medias, o mundo caminhará para um futuro com mais liberdade e menos violência.