Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 02/03/2019

Após a Guerra Fria, com o avanço do capitalismo, o processo de globalização intensificou-se, bem como seus efeitos. Diante disso, o contato entre diferentes povos ampliou o conceito de identidade nacional. As manifestações populares no século XXI, reflete sobre o corpo social quer seja pela insuficiência governamental, quer seja pela falta de garantia dos direitos civis na atualidade.

Segundo o escólio Durkheimiano, a sociedade não é simples soma de indivíduos, e sim o sistema formado pela associação cuja  representação é de uma realidade específica com seus caracteres próprios. De maneira análoga, as participações populares nos espaços físicos e nos ciberespaços, buscam por meio das reivindicações, os interesses comuns em detrimento dos interesses individuais, os quais não são beneficiados na política hodierna devido as ações corruptivas de indivíduos que tratam das questões públicas, e restringem o acesso aos bens e aos serviços, privando os menos privilegiados da cidadania plena.

Isto posto, cria-se uma subversão considerada como anarquista dos movimentos de manifestantes, entretanto, apesar de não possuir uma consequente rapidez nas mudanças de pressões populares, ao que se afirma com as “Diretas já” no Brasil em 1984 que possuíram poucos anos depois a resposta das realizações, resultados positivos dos movimentos ganham cada vez mais visibilidade, haja vista que, por meio da insatisfação com a ausência da legitimidade dos direitos que os cidadãos dispõem, foi culminada a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão” durante a Revolução Francesa, em 1789.  Contudo,  de acordo com o filósofo Michel Foucalt, o “biopoder” do mundo globalizado tem como principal função construir uma unidade controlada, cujos mecanismos de regulação e correção reprimem as massas. Com isso, as formas de mudar o meio social são tidas como ineficazes para assegurar até mesmo a liberdade de expressão de cada pessoa.

É inegável, portanto, que o indivíduo ainda encontra desafios no que tange as manifestações populares, tanto  no âmbito da ineficácia governamental, como na negligência de atender o bem comum. Para tanto, urge que o Estado juntamente com o Poder Executivo, aumente as fiscalizações nas distribuições dos recursos públicos para que regulamente a população de forma justa, proporcionando através da transparência dos atos estatais e jurídicos a concretização dos fenômenos pertencentes ao povo. Desse modo, os manifestantes terão seus pedidos atendidos enquanto que lutam por seus direitos. Paralelamente, é papel da sociedade lutar de modo pacífico por mudanças como própria liberdade de se comunicar e de se expressar através das redes sociais e de campanhas publicitárias para assim construir o progresso sem desconsiderar a ordem.