Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 10/12/2018

As manifestações populares e o autoritarismo

Ao longo da história das sociedades, as manifestações populares tem sido um importante meio utilizado pelos cidadãos para reivindicar direitos, defender a democracia e combater políticas públicas desfavoráveis. Entretanto, cabe mencionar que nem todas as manifestações atingem seus objetivos: em países com regimes autoritários, essas ações frequentemente resultam em mortes, repressões por parte dos governantes e guerras civis.

Por exemplo, em 2011, as manifestações ocorridas em países do mundo árabe - que ficaram conhecidas como Primavera Árabe – resultaram em uma série de conflitos. Ademais, dos países envolvidos, apenas a Tunísia obteve êxito na implantação de um regime democrático. Em contrapartida, em países como Iêmen, Líbia e Egito, as consequências foram desastrosas para a população. Já na Síria, os protestos culminaram em uma guerra civil que perdura até os dias atuais.

Além disso, a República de Mianmar, outra nação conhecida pela sua política repressiva, foi palco de protestos antigovernamentais em 2007, os quais foram fortemente coibidos pela polícia, provocando várias mortes e diversas prisões de manifestantes.

Assim, com base nos fatos mencionados, conclui-se que para auxiliar as populações dos países com regimes autoritários a alcançar os resultados buscados nas manifestações populares, é necessária a intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU). Deste modo, tal organização, por meio do seu Conselho de Segurança, criará o Programa de Mediação de Conflitos Internacionais, que terá o objetivo de assegurar a prevalência dos direitos humanos nos países que ainda não conquistaram a plena democracia. Para tanto, os países-membros do Conselho de Segurança nomearão interventores que auxiliarão nos diálogos entre os governantes e os governados, buscando a pacificação dos conflitos sociais.