Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 17/12/2018

A Carta Magna preceitua que é livre a manifestação do pensamento e o direito de reunir-se pacificamente, sem armas, independentemente de autorização, com ressalva de se fazer um prévio aviso à autoridade competente. E o motivo que leva um grupo de cidadãos a manifestar-se é a insatisfação com a administração do seu governante, quer seja no regime ditatorial, quer seja no democrático. Porém, existe um contraponto: nenhum direito é absoluto, e não é permitido assim, entrar em colisão com os demais.

Em uma primeira análise, cabe destacar que um dos principais movimentos contra a dominação ocorrida no século xxi, foi a Primavera Árabe, em que vários revoltosos dos países do MENA (Tunísia, Egito, Líbia…), se organizaram através das redes sociais e derrubaram seus respectivos ditadores, em uma demonstração clara de que a união dos dominados surte efeitos positivos.

Outro aspecto a ser abordado, foi o episódio ocorrido no Brasil, em meados do ano de 2013, o qual ficou conhecido como Movimento do Passe Livre. Este inicialmente brigava contra o aumento na tarifa do transporte público (ônibus e metrô), que mais tarde buscou-se reivindicar outros direitos básicos garantidos na Constituição Federal: saúde, educação, trabalho.

Dessa forma, o Estado não deve se utilizar de força bruta a fim de dissolver determinado levante, tendo em vista que este é um direito universalmente oferecido a todos, e somente assim pode haver um diálogo com chances de conquistas sociais perante o poder opressor. E de outro lado, os manisfestantes não podem abusar do seu direito como cidadão, para não prejudicar o cotidiano normal daqueles que não aderiram a tal movimento.