Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 23/05/2019

Desde o Iluminismo,no século XVIII, sabe-se que a sociedade só progride quando preocupa-se com o outro. Nesse sentido,várias manifestações populares estão vigorando com  o intuito de transformar a realidade vigente. Diante disso,depreende-se que tais iniciativas são fomentadas por um sistema político que visa o indivíduo e pelo uso de tecnologia como aparato de união diante de uma situação de injustiça.

Sob esse viés,avalia-se como a era contemporânea transferi o poder do governante para o povo. Basicamente,com o surgimento dos Estados Nacionais,o regime utilizado era absolutista-o rei detinha todos os poderes,fato que dificultava modificações sociais. Assim,somente com as alterações na estrutura política devido uma posição mais crítica,houve divisão de responsabilidades e o consentimento ao cidadão para manifesta-se quando estiver satisfeito com as decisões dos representantes. Sob essa lógica, no Brasil, a Constituição cidadã de 1988 legitima as manifestações como a que ocorreu em 2013,conhecida como Revolta do centavo,sendo motivada pelo aumento no preço do ônibus somado à precariedade na saúde e educação.

Hodiernamente, vale pontuar que o aumento na ocorrência de movimentos sociais está vinculado ao advento da internet. A exemplo da Primavera Árabe, que organizou-se nas redes sociais, com o  objetivo de derrubar regimes ditatoriais e causou intensa mobilização pelo Oriente Médio. Nessa perspectiva,expõe-se a facilidade em unir uma grande quantidade de pessoas. Apesar do benefício, avalia-se um ponto negativo quando o indivíduo apenas curte ou compartilha o conteúdo,mas não age no sentido de mudança, por conseguinte instaura-se o comodismo e a falsa ideia de cidadania. Assim, conforme o pensamento do sociólogo Emile Durkeim corrobora-se para o estado de anomia, em que existe uma apatia com a realidade vigente.

É evidente,portanto, como as manifestações populares são essenciais para garantir o funcionamento da égide social. Assim, cabe ao Ministério da Educação fornecer às escolas cartilhas com os direitos e deveres do cidadão,sendo que deve abranger em especial o público jovem,por meio de debates com sociólogos e historiadores sobre a importância das reivindicações no decorrer dos séculos e como utilizar de modo ativo a tecnologia em prol de mudanças, com o objetivo de que essa implementação desenvolva a criticidade sobre o papel do cidadão. Afinal, com as atitudes corretas, a sociedade encaminha-se para o que propagavam os iluministas.