Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 19/07/2019
Segundo o pensador Johann Goethe, apenas é digno da vida aquele que todos os dias parte para ela em combate. Nesse sentido, encaixa-se o contexto sobre as manifestações populares em evidência no século XXI, devido a luta por direitos civis e a busca por um Estado menos imparcial. Desse modo, medidas sociopolíticas devem ser debatidas e compreendidas, uma vez que a educação reflexiva e o reconhecimento cidadão são os fatores essenciais para o bem-estar.
Nessa circunstância, é importante ressaltar a educação de senso crítico como um propulsor das mudanças sociais. Hoje, ao ocupar uma posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui uma perspectiva de vida satisfatória. Contudo, a realidade é justamente o oposto, e esse contraste de desenvoltura é refletido na luta por melhores condições de vida. Sob esse âmbito, segundo o site UOL, essa realidade é justificável, já que apenas 44% da população brasileira encontra-se satisfeita com os recursos oferecidos. Dessa forma, uma analogia com a educação libertadora proposta por Paulo Freire torna-se possível, uma vez que defendia um ensino capaz de estimular a reflexão e em seguida libertar o indivíduo da situação a qual encontra-se sujeitado, insatisfação.
Outrossim, ainda que a Constituição Cidadã assegure direitos imprescindíveis, faz-se primordial a fiscalização por parte das camadas sociais para um cumprimento efetivo de sua real função. Uma justificativa para esse policiamento é o exemplo das Diretas Já, durante a Ditadura Militar, que reivindicavam por um direito universal, a liberdade de expressão. Nesse sentido, consoante a visão do filósofo John Locke, não é dever do Estado proteger o cidadão do mal causado a si mesmo, e sim defendê-lo do que possam fazer contra ele, visto que negar o dever do ‘‘contrato social’’ é, de fato, direcionar o gerenciamento à negligência. Dessa maneira, urge a necessidade de maior diálogo, já que o pacto entre governo e indivíduo é assegurado pela Constituição.
Convém, portanto, medidas para reverter tal situação. Desse modo, é preciso da atuação mútua entre Estado, educação e população. A esfera maior, por meio da sua autonomia, deverá investir na aproximação com o cidadão, criando plebiscitos que possam atender suas necessidades e o bem-estar social. É imprescindível também, que a escola promova a formação de cidadãos que respeitem às diferenças e valorizem a diversidade, por intermédio de palestras, debates e trabalhos em grupo, que envolvam a família, a respeito desse tema, visando ampliar a cortesia entre a comunidade escolar e as várias formas de expressão. E a sociedade, por fim, necessita tomar conhecimento dessa problemática mediate as pesquisas autônomas para tornar-se o órgão regulador do meio. Assim, o pensamento de Johann Goethe fará sentido àqueles que manifestam-se em prol da liberdade e isonomia.