Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 02/10/2019

“Desculpe o transtorno, estamos mudando o Brasil” diziam os cartazes em diferentes cidades durante as manifestações de 2013 que tomaram conta de todo o Brasil e ganharam destaques em jornais como El País e G1. Atualmente, os resultados dos protestos ainda podem ser percebidos deixando evidente que a reivindicação dos seus direitos por parte da população é a maior ferramenta para a mudança social de uma nação.

Os protestos de 2013 exigiam melhorias como na segurança e saúde pública, diminuição do preço da passagem dos transportes públicos, entre outros. Com a criação do programa “Mais Médicos” -cujo objetivo é suprir a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias- os cidadãos começaram a sentir que suas vozes estavam sendo ouvidas pelo Governo Federal. A persistência dos manifestantes naquele ano demonstrou  para os demais a importância do envolvimento popular nas transformações de um país.

Por outro lado, a violência utilizada para reprimir protestos também é uma realidade. Em 2015, professores do Paraná tentaram acompanhar a votação do projeto de lei que mudava o custeio do Fundo da Previdência do Estado, mas foram barrados na porta da Assembleia e agredidos por policiais. Esse episódio foi apenas um, dentre vários, que confirma o abuso de poder das autoridades, ferindo o direito de manifestação garantido pela Constituição de 1988. Por conseguinte, a sensação de medo se instaura e faz com que muitos cidadãos tenham receio de manifestações.

Portanto, as manifestações populares são de suma importância na sociedade brasileira. As instituições de ensino devem promover rodas de conversa com os alunos a fim de que eles possam desenvolver o senso crítico e perceber a importância de se manter presente nas questões político-sociais do país. O Ministério da Segurança Pública deve oferecer treinamentos humanizados para os policiais com o intuito de que casos abusos de poder não ocorram mais. Dessa forma, os resultados positivos garantidos pelos manifestos de 2013 não pararão de acontecer.