Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 07/10/2019

“Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele.” Essa frase de Martin Luther King, ativista político estadunidense do século XX, expressa a importância das manifestações populares para atenuar problemas de cunho social. No contexto contemporâneo, elas são uma ferramenta de mudança para determinados cenários, as quais são de suma importância para todo o âmbito coletivo. Sendo assim, é necessário analisar o papel delas na conquista de direitos e na visibilidade de algumas causas, além de possíveis pontos negativos como a violência pública, por vezes, recorrente nesse ato.

É válido ressaltar, de início, que passeatas e mobilizações nas ruas são algumas das formas utilizadas por a população para pressionar governantes a tomarem atitudes que solucionem situações caóticas e insustentáveis. No panorama hodierno, a sociedade faz uso dessas práticas para alcançar direitos de cunho geral, sobretudo, por viver-se em uma Era Digital a qual facilita e potencializa esse processo. Nesse sentido, atualmente, com a disseminação de informações em larga escala por a rede mundial de computadores, é mais rápido e prático a convocação de uma mobilização que reflita os interesses da maioria do corpo de indivíduos. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que cerca de 200 milhões de pessoas estão conectadas a internet. Dessa forma, pode-se formular páginas em redes sociais que convoquem a participação popular, de modo a contribuir para o bem comum de todos, em que elas adquirem grande proporção e se manifestam nas avenidas do país.

Outrossim, as mobilizações populares conseguem ser responsáveis por dar oportunidade de fala aos grupos sociais oprimidos. Exemplo disso é a Parada Anual LGBT, que promove a reflexão acerca do preconceito e permite a livre expressão da comunidade participante. Desse modo, a partir de fatos como esse, é possível desconstruir visões nocivas e tornar a causa visível, o que é benéfico para essa conjuntura. Entretanto, as manifestações, em geral, nem sempre são pacíficas. Sob esse viés, muitas  vezes, atos de vandalismo e destruição ao patrimônio público são recorrentes. Além disso, em alguns casos, a reação da polícia é violenta e faz uso de medidas coercitivas para tentar cessar o movimento, a exemplo o uso de bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha. Por conseguinte, muitos são mortos ou feridos, o que revela que, apesar de promover benefícios, esses são efeitos negativos.

Portanto, as manifestações populares são relevantes para o século XXI. Cabe ao Poder Público, ao notar um protesto, dialogar com a população de forma pacífica, a partir de mídias interativas, como redes sociais, a fim de obter um consenso. Ademais, o Ministério da Educação deve implementar nas escolas a abordagem dos movimentos sociais ao longo da história de maneira crítica, por meio de aulas,debates e documentários que informem sobre os direitos gerais, e conscientizem a população.