Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 11/10/2019
A minissérie sul-coreano “A historiadora”, que se passa em meados do século XIX, conta sobre historiadores que desafiaram o poder do rei para exercerem seu ofício. Em um dos episódios, ele foi forçado a revogar uma de suas ordens, pois recebeu forte repressão popular. Fora da ficção percebe-se a atual importância das manifestações sociais nas tomadas de decisões governamentais. Entretanto, durante esses eventos, que são, em sua maioria, pacíficos, criminosos aproveitam a oportunidade para cometerem infrações.
De acordo com Carlos Drummond de Andrade, “democracia é o tipo de governo em que o povo pensa estar no poder”. Atualmente vê-se que tal suposição não é totalmente válida, pois, a contribuição das pessoas, podemos ser por meio de passeatas, redes sociais e greves são fundamentais para o seu engajamento democrático. Em vista disso pode-se citar as diversas manifestações que estão ocorrendo na Inglaterra, em que a população opina sobre a saída do país da União Europeia, como também no Brasil, no ano de 2018, onde ocorreu a greve dos caminhoneiros, que eram contra o aumento do valor da gasolina. Em consequência disso, o seu preço foi reajustado.
Contudo, durante as caminhadas dos manifestantes, diversos atos ilícitos são realizados por criminosos, que se aproveitam dessa condição social para roubar e destruir o patrimônio público. Tal fato ocorreu durante diversas ocasiões, e como exemplo, tem-se os movimentos contra o aumento da passagem de ônibus, feitos na cidade de São Paulo. Esses coincidiram com um maior registro de casos de destruição e queima de veículos públicos. Por causa disso a ação política das pessoas é impedida de ser realizada em sua totalidade.
Em síntese, levando em consideração o aumento da criminalidade durante atos que deveriam ser pacíficos, é de responsabilidade do Ministério da Justiça, por meio da força policial, promover ações de maior vigilância durante os movimentos sociais supracitados. Eles deverão acompanhá-los, garantindo a ordem e a segurança pública dos cívicos. Dessa forma, o índice de crimes será menor. E por consequência, irá assegurar os direitos dos cidadãos de participarem, tranquilamente, das decisões do seu governo.