Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 23/10/2019

‘‘Eu tenho um sonho’’. Foi com essa frase que o ativista Martin Luther King inaugurou seu discurso, em 1963 nos Estados Unidos, em busca da coexistência pacífica entre negros e brancos. Nesse sentido, é evidente que os movimentos sociais são capazes de provocar mudanças na sociedade. No entanto, essas mobilizações encontram empecilhos que, consequentemente, acabam tangenciando o conceito de cidadania. Diante disso, é necessário analisar as raízes do problema para mudar o panorama de desigualdade presente no Brasil.

Em primeiro lugar, é importante destacar a relevância dos movimentos sociais para dizimar com a desigualdade social presente no país. Acerca dessa lógica, as mobilizações populares foram responsáveis pela efetivação de direitos durante todo o período histórico, que refletem nos dias de hoje. Prova disso foi a abolição da escravatura, em 1988, que libertou negros antes explorados pelos donos de terras. Além disso, propiciou a participação política da sociedade como, por exemplo, o movimentos das Diretas Já, na segunda metade do século XX, momento em que os brasileiros foram às ruas exigindo eleições diretas para presidente. Nesse contexto, percebe-se a importância da mobilização coletiva como veículo de mudança no país.

Ademais, é válido considerar a falta de esclarecimento da população acerca de seus direitos nos dias de hoje. Sob esse viés, esse tipo de prática vem se tornando cada vez menos presente devido a alienação dos indivíduos da legitimidade de seus direitos e do exercício da cidadania, isso afeta principalmente os jovens, visto que, estes crescem sem o direcionamento da legitimidade do seu poder de mudar a realidade do país. Esse cenário assemelha-se ao período do coronelismo, em que os cidadãos não tinham o conhecimento de seus direitos e eram reféns do poder, sendo submetidos à classe dominante na sociedade hierarquizada. Dessa forma, compreende-se que orientar os brasileiros é imprescindível para efetivar o exercício da cidadania.

Portanto, é necessário que a mídia oriente a sociedade, por meio de propagandas e ficções engajadas, sobre o que é ser cidadão a fim de torná-las conhecedoras de seus direitos e deveres. Outrossim, o Ministério da Educação deve inserir no currículo escolar matérias sobre educação política e cidadania, que através de debates e palestras possam formar jovens mais críticos e ativos no meio social em busca de mudanças do cenário brasileiro. Somente assim, os cidadãos se tornarão atuantes em busca de igualdade como no movimento negro.