Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 24/10/2019
De maneira geral, as manifestações do século XXI estão extremamente relacionadas a economia, porém, mudanças nesse setor incidem diretamente em questões políticas e sociais. Nesse sentido, percebe-se que os movimentos do período vigente contestam duramente o modelo econômico em rápido avanço no mundo, o neoliberalismo, e suas subsequentes alterações. Sendo assim, é imprescindível demonstrar não somente a insatisfação popular , mas também a necessidade de urgir protestos contra esse cruel ‘‘modelo’’.
Em primeira análise, é inegável que o novo liberalismo tem provocado considerável descontentamento social em regiões em que o mesmo foi aplicado. Dessa maneira, é possível destacar movimentos sociais que o questionam direta ou indiretamente como, por exemplo, as manifestações no Brasil em 2013 e 2016, na Argentina do presidente Mauricio Macri e, mais recentemente, no Chile em 2019. Todos esses protestos têm em comum reivindicações de investimentos nas áreas sociais, as quais estão sendo invariavelmente deixadas de lado.
Contudo, há uma luz no fim do túnel, pois recentes articulações populares indicam que elas ainda possuem a força de provocar modificações. Em conformidade a isso, nota-se as perceptíveis conquistas adquiridas como a mudança de presidente em 2016 e descontingenciamento de recursos para a educação em 2019 no Brasil, o direito ao casamento homossexual em vários países do ocidente e, mais recentemente, as mudanças sociais anunciadas pelo presidente chileno em Outubro de 2019.
Em suma, portanto, é facilmente identificável o núcleo do descontentamento social, no entanto, é realizável ações contra o mesmo. Sob esse aspecto, é fundamental que a população, através de meios de comunicação populares e abrangentes como as redes sociais, busque se organizar e protestar em prol de mudanças na infraestrutura da sociedade, a economia, a fim de minimizar ou anular os efeitos drásticos do progresso do neoliberalismo. Além disso, o Estado, por sua vez,através da implantação de medidas e leis que garantam a dignidade humana, tem o dever de atender as necessidades da população para que possa ser combatido a atual marcha de coisificação de tudo. Em um momento de capitalismo financeiro, é impossível separar a economia dos outros setores da sociedade.