Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 12/01/2020
Como diz o cantor Bell Marques, na canção ‘Vôa Vôa’: ‘Uma andorinha só, não faz verão’. Nesse contexto, a ideia de que a união faz a força nunca esteve tão evidente como nesses últimos séculos. Logo, como as manifestações populares brasileiras provocaram impactos na sociedade? E quais os desafios ainda precisam ser vencidos?
Os impactos da Revolução Francesa, além de seu lema ‘Liberdade, Igualdade e Fraternidade’, são inspirações para manifestações em todo o mundo, principalmente no Brasil. Não é a toa que milhares do jovens de todo o país lotaram as ruas das cidades brasileiras em 2013, buscando melhorias de vários setores para a sociedade. Segundo Gefferson Ramos, mestre em história pela UFF (Universidade Federal Fluminense), o aumento das passagens do transporte público foi apenas o estopim para um série de reivindicações solicitadas pelos manifestantes. Assim como foi a queda da bastilha para os integrantes da Revolução Francesa.
No entanto, nem só de vitórias vivem as manifestações. Ameaças de repressão de várias partes da sociedade assolam este direito constitucional dos brasileiros. Em Outubro de 2019, Eduardo Bolsonaro, filho do então Presidente Jair Bolsonaro, ameaçou a população com um novo AI-5 (medida mais dura de toda ditadura militar brasileira, onde os direitos civis foram perdidos), como mostrou o site ‘G1’. Apesar disso, a intimidação continuou em 2020. Segundo a Folha de São Paulo, mais de 70 projetos de lei tramitam na Câmara com o objetivo de criminalizar as manifestações, sendo 21 deles apresentados apenas em 2019, primeiro ano do Governo Bolsonaro.
Dessa forma, é necessária a proteção permanente do direito ao manifesto do povo brasileiro. Uma PEC (Projeto de Emenda Constitucional) deve ser imediatamente tramitada na Câmara dos Deputados, seguido do Senado para tornar o direito à manifestação uma cláusula pétrea da Constituição. Assim as pessoas teriam seu direito assegurado e as manifestações poderiam ser realizadas a qualquer momento, quando o povo assim desejar, sem intimidações.