Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 11/09/2020
A obra “Os miseráveis”, de Victor Hugo, retrata a injustiça social na França do século XIX. Fora da ficção, hodiernamente, percebe-se um contexto semelhante a da trama: a injustiça impera no que tange à manifestações populares no século XXI, criando, na realidade, um problema que carece de denúncia e intervenção. Nesse contexto, nota-se a configuração de um grave empecilho de contornos específicos em virtude de insuficiência de leis e questões políticas.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a insuficiência de leis presente na questão. Segundo Umberto Eco, “Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Nesse sentido, observa-se uma lacuna explicitada pela falta de uma legislação adequada. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais no que diz respeito as manifestações na era atual.
Outrossim, as questões políticas ainda são um grande impasse para a resolução da problemática. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no mundo, atualmente, as manifestações populares não encontram respaldo político necessário para serem solucionadas, o que dificulta a resolução do óbice.
Torna-se imperativo, portanto, desenvolver medidas que ajam sobre o infortúnio. Logo, é indispensável que as famílias, em parceria com a liderança dos bairros, exijam do Poder Público o cumprimento do direito constitucional de proteção a essas vítimas. Essa exigência deve se dar por meio da produção de ofícios e cartas de reclamações coletivas, com a descrição de relatos de pessoas da comunidade que sofrem com esse problema, a serem entregues nas prefeituras, para que os princípios constitucionais sejam cumpridos. Em suma, é preciso que a população faça seu papel, pois dessa forma atuarão ativamente na mudança da realidade do mundo.