Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 28/06/2020
Com o impulsionamento da Internet no final do século XX, em decorrência da 3ª revolução industrial, houve o surgimento das redes sociais, e com isso a transformação das interações humanas. Dessa forma, as manifestações populares do século XXI sofrem impactos positivos e negativos da era da tecnologia que precisam ser evidenciados.
Nesse contexto, as redes sociais tornaram-se indispensáveis para o sucesso das lutas sociais. Tanto é que durante a Revolução Amarelo-Laranja, em 2017, no Mianmar, o governo autoritário como maneira de enfraquecer os protestos restringiu a Internet e consequentemente às redes sociais. Logo, além da capacidade delas de divulgação há a possibilidade de organização de atos públicos simultâneos em localidades diferentes fortalecendo a insurreição. Assim, é peça chave das manifestações populares contemporâneas.
Contudo, essa facilidade advinda das redes sociais, resulta também em um ativismo de sofá. Isto é, em manifestações vazias na Internet. Segundo Z. Bauman as relações humanas se liquefizeram e se tornaram passageiras e superficiais, analogamente, o mesmo ocorre com o cyberativismo, uma vez que curtir ou até mesmo compartilhar posicionamentos substitui a ação. Consequentemente, não retira quem ou o que está sendo rechaçado de sua zona de conforto e, por isso, não produz mudanças reais.
É necessário, portanto, que para o pleno o sucesso das manifestações populares o cyberativismo precisa ser convertido em ação. Dessa forma, é preciso que mídias alternativa, como o jornal Mídia Ninja no Brasil, voltadas para o ativismo social produza conteúdos nas próprias redes sociais para a politização dos jovens, visto que o Estado não a faz, para que seja compreendido a importância de levar o movimento para a vida real. Para assim evitar a banalização das manifestações pela sociedade.