Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 14/06/2020
Para o filósofo Aristóteles, o homem é, por natureza, um animal político, o qual necessita de contato humano e não pode ser isolado. Nesse sentido, surge, na Grécia Antiga, o conceito de democracia, política necessária para promover o bem comum de uma população. Seguindo essa linha de raciocínio, as relações dentro da sociedade ganham força —principalmente quando almejam o mesmo objetivo — e podem ser utilizadas em prol de atos democráticos. Posto isso, cabe analisar a importância das manifestações populares no Brasil a favor da cidadania, tendo em vista que tais ações são ferramentas de mudança social.
De início, é lícito postular que as reivindicações mencionadas potencializam o exercício da democracia, uma vez que a insatisfação popular evidencia o cenário atual, atuando como um reflexo. Dessa forma, a população tem notoriedade de quando algo é insustentável e o Estado rompe com o seu caráter democrático proposto por Thomas Marshall. Para o sociólogo, o governo deve garantir os direitos da população, o que não é evidenciado em casos de corrupção, como, por exemplo, com o movimento “Não é só pelos vinte centavos”, ocorrido em 2013 em prol de melhorias públicas. Assim nota-se que as manifestações atuam como indicadores da opinião civil.
Sob esse viés, no mundo contemporâneo, os protestos vigoram a partir das redes sociais, em razão do maior contato entre pessoas. Isso foi iniciado com a Primavera Árabe, em que foram requisitadas melhoras no cenário político dos países do Oriente Médio. Segundo o sociólogo Pierre Lévy, existe uma universalização do espaço virtual e esta, contribui para a discussão de concepções semelhantes. Com efeito, fica claro que a ambientação virtual é crucial para o desenvolvimento de protestos tanto físico como digitais, como acontece com as “hashtags”, usadas para demonstrar um tópico relevante aos usuários. Destarte, percebe-se a evidência dos movimentos populares por intermédio da internet.
Em suma, fica evidente a necessidade de manifestações populares no país. Portanto, o Ministério da Educação deve promover debates políticos nas escolas, de tal forma que haja a disseminação do conceito de cidadania aos discentes, para que tenham noção de seu direitos e deveres, conforme afirma Thomas Marshall. Isso será feito por palestras de professores formados em Ciências Humanas, os quais expliquem, didaticamente, necessidade das reivindicações do bem comum dentro de uma sociedade. Feito isso, poder-se-á evidenciar o conceito de cidadania idealizado por Aristóteles.