Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 28/08/2020

Em 1948, foi implantado o apartheid, política de segregação racial na África do Sul, que proibia aos negros o direito de voto e a posse de terras. Em decorrência desse ato, vários protestos ocorreram para requisitar o fim dessa prática que foi abolida apenas em 1992. Infelizmente, essa narrativa não destoa da realidade brasileira, na qual manifestações populares foram e são necessárias para uma democracia saudável. Sob tal óptica, é possível afirmar que o questionamento é importante para que haja mudanças sociais e políticas.

Segundo Aristóteles, a política é uma ciência que tem por objetivo a felicidade coletiva. Nessa lógica, caso o governo não esteja satisfazendo os cidadãos, a manifestação é válida para que os direitos e pedidos do povo sejam atendidos. Acerca disso, é importante ressaltar que, segundo o G1, as principais insatisfações brasileiras são: o preço do transporte público, ambiente político, a saúde e educação. Um exemplo de protesto a respeito da política, foi o movimento “diretas já” que demandou o fim da ditadura militar para a realização de eleições diretas. Logo, o povo brasileiro teve o direito de voto, fato que comprova a eficácia das manifestações.

Outrossim, é válido destacar que apesar das transformações positivas para os cidadãos, há muita violência policial durante as passeatas. Desse modo, manifestantes pacíficos se desinteressam pela causa, uma vez que serão expostos a gás de pimenta, gás lacrimogêneo, balas de borracha e armas de fogo. Inclusive, durante manifestações em 2017 contra o ex-presidente Michel Temer, 49 pessoas foram feridas, algumas delas gravemente, porque houve o uso de armas de fogo. Com base nisso, é inadmissível que as pessoas não tenham direito à manifestação pacífica e segura, pois a liberdade de expressão e opinião é permitida e necessária.

Em suma, são necessárias medidas para que as manifestações populares sejam feitas de maneira tranquila, já que são responsáveis por importantes modificações sociais. Portanto, as escolas, na condição de formar cidadãos que participem na sociedade em que vivem, precisam incentivar os jovens a questionarem as autoridades para que os direitos de todos possam ser atendidos. Isso pode ser feito por meio de discussões sobre política, democracia e direitos humanos nas aulas de ciências humanas, como em história e sociologia. Além disso, os policiais devem ser proibidos de levarem armas de fogo para as manifestações e devem ter treinamentos especiais para tal situação. Dessa forma, Aristóteles poderá se orgulhar, pois a política será feita para a felicidade de todos.