Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 28/10/2020

A Revolução Francesa, ocorrida no século XXI, representou um marco em toda expansão mundial, tal que levou a uma construção cultural responsável por influenciar os indivíduos à prática de reivindicar. Nesse contexto, é certo que a contemporaneidade se mostra diferente desse impacto francês, visto que o definhamento cultural promove o desafio de se efetivar às manifestações populares no Brasil. Em razão disso, tem-se não só a negligência governamental, bem como a gradativa invisibilidade social; fatores esse que carecem de seus combates.

Em primeira instância, torna-se indubitável que a cristalização da negligência governamental, somada ao definhamento cultural, permite a instauração do desafio das manifestações populares no século XXI. Essa situação decorre, inquestionavelmente, de um comportamento normatizador do Estado, o qual permite a fixação de um senso comum abrangente de ideiais que deslegitimam os manifestos populacionais. A exemplo, tem-se a onda de protestos ocorrida na última década, de forma que mesmo sendo caracterizada como pacífica, às forças policiais mandadas pelo ex-presidente Temer foram duramente repressivas contra os brasileiros. Logo, compreende-se que apesar da população ser detentora da liberdade de expressão - garantida na Constituição de 1988 - ainda assim, analisa-se um cenário socialmente autoritário.

Consequentemente a esses impasses, infere-se a gradativa permanência da invisibilidade social no país. De forma que à prática de silenciamento das manifestações ocorridas permite a difusão de uma sociedade indiferente as questões sociais. Dado que, em consonância a esse fator, ressalta-se a obra “O Grito de Edvard Chunch” , a qual representa uma expressão de espanto. Isto é, mesmo obtendo o conhecimento dos problemas que cercam o meio, a população passa a naturalizar as formas de repressões governamentais. Nesse sentido, observa-se constantemente o desafio de se obter uma voz que dialogue com a esfera pública em questão.

Tendo em vista os aspectos mencionados, é dever da Unesco, em parceria com a Mídia oferecer ações direcionadas ao corpo coletivo. De modo que se promova mensalmente campanhas responsáveis por informar seus respectivos direitos; sendo por meio de reportagens que dialoguem os benefícios de possuir voz no país. Efetuando assim, no reestabelencimento de uma construção cultural que passe a exigir a atuação do Governo no meio, garantindo assim na visibilidade da sociedade, a qual será livre para exercer as manifestações populares no atual século.