Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 30/10/2020
Durante o evento histórico conhecido como ‘‘Primavera Árabe’’, civis usaram redes sociais para desafiar o poder vigente e exigir a revitalização da cidadania. Nesse sentido, as manifestações populares permanecem em evidência ao longo do século XXI e tornam-se suportes privilegiados dos valores humanos e da luta por direitos. Entretanto, apesar de tamanha relevância, tais movimentos têm sido enfraquecidos por fatores como a violência bilateral nos atos de contestação e a desmoralização midiática.
Vale destacar, inicialmente, a presença da agressividade em atos de questionamento político como aspecto preocupante. Dessa forma, é válido citar o pensamento do escritor Augusto Cury, que define o uso da força física, em qualquer esfera, como ferramenta reacionária. Assim sendo, a violência, praticada por manifestantes ou pelo policiamento, é notadamente ilegítima e inválida, uma vez que ameaça e contradiz os valores democráticos. Portanto, torna-se fundamental a manutenção do diálogo.
Além disso, a manipulação midiática é tópico relevante dessa conjuntura. Sob esse viés, o conceito de ‘‘Aldeia Global’’, do geógrafo Milton Santos, define a sociedade contemporânea como controlada pelos canais de comunicação, detentores das vias informativas. Nessa perspectiva, a associação preconceituosa de ativistas com vândalos é, muitas vezes, fomentada pelo Quarto Poder, responsável por desmoralizar o salutar exercício protestante, a fim de conservar a ordem dominante. Logo, medidas são necessárias para superar os presentes desafios.
Diante disso, urge que o Ministério da Segurança Pública proponha a conversação com líderes militantes, por meio da criação de um projeto de lei. Por sua vez, o projeto deve funcionar assegurando no mínimo um encontro mensal entre forças policiais, autoridades executivas e civis em todo solo nacional, com o fito de propagar a paz bilateral. Ademais, compete ao Ministério das Comunicações a divulgação virtual de manifestações pacíficas, a fim de legitimar o movimento. Dessa maneira, hão de surgir mais fenômenos como a ‘‘Primavera Árabe’’.