Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 18/11/2020

Na célebre trilogia “Jogos Vorazes” de Suzanne Collins, o Estado autoritário contém os motins populares por meio da repressão e da realização dos chamados “Jogos Vorazes”. Nesse sentido, o governo do país utiliza da força e pobreza para a manipulação e a banalização da ausência dos direitos dos cidadãos de Panem. Entretanto, tal violência física e moral provoca o estopim para manifestações e uma revolução. Paralelamente, percebe-se que essa ação é frequente no século XXI, visto que a mídia impulsionou tal evento. Além disso, a crescente intelectualização da sociedade, a qual se torna consciente de seus direitos, é um fator que contribui para o aumento das manifestações.

Primeiramente, vale salientar que, segundo o filósofo Thomas Hobbes, em sua obra “O leviatã”, o Estado é a instituição responsável por garantir a fluidez e a harmonia entre a coletividade. Todavia, observa-se que tal assertiva não é colocada em prática. Assim, conforme exposto no jornal “Gazeta do Povo”, a falta de investimentos nas várias esferas sociais, como, por exemplo, saúde, educação, segurança, lazer e cultura intensificam o número de protestos, devido ao fato de se sentirem desamparados pelo poder cuja função seria protegê-los. Em consequência, isso provoca um quadro em que monumentos são depredados bem como manifestantes agem de forma tirânica devido ao fato dos direitos dos cidadãos serem constantemente violados.

Por outro lado, é importante abordar que, durante o final da Ditadura militar, várias manifestações e passeatas (nomeadas “Diretas Já”), ocorreram em razão dos inúmeros direitos que foram ignorados pelo governo vigente, como o voto direto e a liberdade de expressão. Nesse sentido, a imprensa foi um grande fator para a organização desses protestos, uma vez que a circulação da informação percorria de modo rápido e eficiente. Paralelamente, com o avanço da tecnologia, a disposição e o planejamento desses projetos são criados a partir da mídia, especificamente, das redes sociais. Assim, além de contribuir para o ingresso da geração mais jovem na participação política, dado que esse grupo possui maior contato com a tecnologia, tal forma de divulgação de informação auxilia no gerenciamento das manifestações, evitando ao máximo o uso da violência.

Portanto, as manifestações são primordiais para a sociedade se expressar. Para tanto, as Instituições escolares devem formular passeatas pacíficas em que os alunos irão protestar sobre diversos problemas nos bairros, por meio do planejamento com os próprios estudantes, sobre horários e localidades. Além disso, as escolas podem criar uma comissão de alunos para apresentarem trabalhos sobre a importância de lutar pelos seus direitos, a fim de tornarem cidadãos mais conscientes em relação à defesa deles. Assim, a realidade se distanciará do cenário de “Jogos Vorazes”.