Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 27/11/2020
No livro Leviatã de 1651, Thomas Hobbes relata sobre a importância de uma figura forte representando a sociedade, já que no estado de natureza só haveria caos entre essas pessoas e o governo seria quem defenderia a paz interna e a defesa comum. Na contemporaneidade, o universo do filósofo não estaria distante da realidade, uma vez que a tarefa de apaziguar as relações entre pessoas continua estando presente, essencialmente pelas manifestações, que são um reflexo da falta de manejo em lidar com a população ao longo da história. Isso acontece por causa das dificuldades não resolvidas a longo prazo e pela ausência de representatividade no sistema governamental.
Em primeira análise, a princesa Isabel assinou um decreto em 1888 que libertava todos os escravos da época, sendo um processo que durou muitos anos até a abolição definitiva. Desse modo, após o acontecimento, a vida dos negros piorou e não conseguiram vencer a imagem cativa que eles tinham. Nesse contexto, observa-se que não existiu um projeto que os colocaria imerso na sociedade daquela época que solucionaria a longo prazo e hodiernamente os efeitos disso segue em manifestações, haja vista que a dificuldade não foi resolvida. Dessa forma, faça-se necessário apurar não só sobre questões raciais, porém também sobre a estrutura do Brasil, como a educação.
Em segunda análise, no livro O Guarani de José de Alencar percebe-se a relevância em colocar um personagem indígena como herói que seria tipicamente brasileiro, dessa maneira o autor empenhava em interpretar a realidade nacional e almejava uma figura que simbolizaria uma nação. Fora da ficção, nota-se a necessidade dessa busca da representação social, de um ser que traria a paz para todos, contudo na realidade vê-se que a falta desse elemento proporciona o desentendimento entre o governo e a população, acarretando manifestações. Indubitavelmente, é necessário uma comunicação ideal entre esses dois para que obtenha-se uma relação estável entre os dois.
Assim sendo, em vista dos argumentos apresentados, medidas são necessárias. Urge à Secretaria de Educação elaborar estratégias que consiga colocar em prática projetos a longo prazo que resolveria os problemas presentes, como o racismo, por meio de reestruturação na escola, possibilitando também debater dentro das mesmas sobre os problemas sociais com professores de história e psicólogos promovendo aos alunos reflexões sobre o modo de vida atual para que os jovens possam exercer tolerância com qualquer grupo. Portanto, tomando a providência discutida, o cenário de Thomas Hobbes seria realidade.