Manifestações populares em evidência no século XXI

Enviada em 26/11/2020

O livro ‘‘Utopia’’, escrito por Thomas More, retrata uma ilha na qual tudo é perfeito, com ausência de conflitos e problemas. No entanto, fora do universo literário, a sociedade ideal não foi alcançada pelos humanos, visto que as manifestações populares ainda fazem-se necessárias no séculos XXI, sobretudo àquelas que buscam refutar a negligência para com o sistema educacional. Logo, cabe avaliar a questão.

Ressalta-se, de início, que, de acordo com Aristóteles, na obra ‘‘Ética à Nicômaco’’, a política existe para garantir a felicidade dos cidadãos. Assim, tristemente, é visível que tal conceito não se aplica ao Brasil, pois a grande maioria das escolas públicas não possuem estruturas e materiais básicos de ensino, fato esse que, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), coloca o país na sexagésima sexta posição no ranking mundial. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal imediatamente.

Outrossim, é válido salientar acerca das consequências dessa falta de cuidado. Segundo dados do G1, em 2019 ocorreu um dos maiores protesto que a nação já presenciou, no qual alunos, professores e simpatizantes manifestaram-se nas ruas de mais de 200 cidades, contra a redução na verba destinada às instituições de ensino. Dessarte, fica claro que no mundo hodierno as protestações ainda são cruciais. pois agem como forma de a população expressar seu ponto de vista a respeito das decisões decretadas pelos governantes.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas. Inicialmente, cabe ao Ministério da Educação, por intermédio de verba ofertada pelo Tribunal de Contas da União, investir em educação de qualidade. Detalhadamente, tal quantia deve ser usada para a compra de matérias didáticos, salas de ensino eficientes e contratação de docentes qualificados, que deverão ser bem remunerados para lecionar. Por conseguinte, será garantido o bem-estar da população, e um mundo perfeito, tal como o de More, estará mais próximo.