Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 23/11/2020
Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a desordem nas manifestações populares apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da baixa atuação governamental, bem como a grande insatisfação por parte dos manifestantes. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a situação caótica instaurada nas manifestações, derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é o responsável por garantir a segurança e o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, profissionais não capacitados acabam sendo inseridos para conter o avanço dos movimentos, gerando assim, uma série de revoltas e agressões, como no protesto Camisas Vermelhas, ocorrido na Tailândia em março de 2010, onde o governo por meio da violência reprimiu os manifestantes das ruas, totalizando mais de 30 mortes.
Ademais, é imperativo ressaltar a insatisfação e o sentimento de impunidade presente na sociedade. Desde o século XVIII, com o advento Revolução Francesa, os ideais de igualdade e liberdade de contestação ficam mais fortes. Partindo desse pressuposto, grupos populares se reúnem de forma inadequada em praças e prédios públicos, reivindicando suas vontades e direitos, onde muitas vezes causam prejuízos e destruição de estabelecimentos.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática no Brasil. Destarte, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Estado, será revertido em verbas para a contratação de profissionais militares capacitados, prevendo a contensão de possíveis protestos, bem como o aprimoramento das medidas que possam punir as pessoas que cometerem o crime de destruição ao patrimônio. Para que assim, a médio e longo prazo, a Utopia de More seja alcançada.