Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 24/11/2020
Na obra “Utopia” de Thomas More, a sociedade é retratada como perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, a realidade é o oposto do que o autor escreve, uma vez que as manifestações populares ainda possuem uma evidência negativa no século XXI. Nessa perspectiva, a discussão dessa pauta é fundamental para que a mesma seja vista como um livre exercício da cidadania.
Primeiramente, é preciso que a população saiba de seus direitos. Isto é, o Brasil vive em uma democracia representativa, ou seja, o povo elege seus representantes conforme seus interesses. Uma vez que esses eleitos não representem a vontade da maioria, deve ocorrer manifestações. Inegavelmente, a forma que mais tem visibilidade, é quando milhares de pessoas vão as ruas. Assim como, aconteceu em junho de 2013, em que os protestos contra o aumento da tarifa de ônibus, não somente, deixaram a população indignada e a mesma tomou as avenidas do país por dias.
Além disso, quando os cidadãos não exercem ativamente a democracia, correm o risco de perdê-la. Aliás, os brasileiros a perderam por duas décadas no período da ditadura militar (1964-1985). Como resultado, o sistema ditatorial fez com que todas as pessoas que se opusessem ao governo fossem torturadas, exiladas ou mortas. Contudo, somente com a união da maioria da população na manifestação que ficou conhecida como “Diretas Já”, a maior já ocorrida no Brasil, foi possível a retomada das eleições presidenciais, mostrando a importância desses movimentos.
Logo, fica claro a luta do povo deve ser vista de forma positiva. Por isso, é necessário que o MEC aumente a carga horário de disciplinas como Filosofia e Sociologia, que ensinam e incentivam o pensamento crítico acerca da cidadania ativa, para que assim as próximas gerações tenham cada vez mais voz em decisões políticas. Somente assim, a Utopia de More será alcançada.