Manifestações populares em evidência no século XXI
Enviada em 30/11/2020
Estão prescritas na Constituição Federal as práticas que regem uma democracia, tais como a liberdade de expressão. Sendo assim, as manifestações populares no século XXI buscam nas bases do democratismo formas de transformar a sociedade, além de contarem com a tecnologia para impulsionar os movimentos sociais. Dessa maneira, o ciberativismo e a globalização dão, atualmente, força aos protestos mundo afora e colocam em evidência as propostas trazidas por eles.
Em primeiro plano, é importante compreender que o ciberativismo propõe a utilização das redes sociais para compartilhar ideologias e seus objetivos, assim como unir pessoas que sejam simpatizantes dessas concepções. Com isso, ações são desenvolvidas para alcançar os propósitos definidos, seja por intermédio de protestos, petições “online”, uso coordenado de “tags” nos sites de relacionamento ou até a utilização de todos esses recursos juntos.
Logo, esse fenômeno pôde ser visto nas manifestações de 2013, também conhecidas como ‘Jornadas de Junho’, que aconteceram por conta do aumento no preço da passagem de ônibus. Esses protestos tiveram visibilidade ao ganharem as ruas de Natal (RN) e, posteriormente, se espalharam pelo país, com a articulação de grupos estudantis nas redes sociais.
Entretanto, nesse mesmo fato histórico, observa-se o papel da globalização, pois ela é quem promove a interligação social e cultural e, por isso, permite a unicidade dos movimentos populares. Exemplificando, a mobilização ativista “Black Lives Matter”, que combate o racismo e a violência policial contra negros nos EUA, também foi adotada pelo Brasil, já que este enfrenta essa mesma realidade.
Portanto, a manifestação é consequência dos ensejos da sociedade. Assim, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de recursos públicos, promover treinamento específico para ação policial nos protestos, para que não sejam usadas armas e outros recursos de repreensão. Não obstante, deve-se estabelecer diálogo entre os organizadores dos movimentos e os agentes de segurança, a fim de garantir a integridade de policiais e civis, além do direito de expressão. A partir disso, os protestos poderão ser consumados, dando ênfase às lutas sociais até que elas se tornem pauta política.